Debate sobre legalização de rodeios está movimentando a Cidade

Opiniões divididas, troca de acusações, xingamentos e ofensas pessoais. São esses os “ingredientes” que antecedem ? Audiência Pública prevista para acontecer nesta quinta-feira (1º de dezembro), a partir das 20 horas, no auditório da Câmara Municipal. O objetivo é debater questões relativas ? realização de Rodeios na Cidade. A discussão foi levantada através do requerimento nº 953/2011, idealizado pelo vereador Xê (PSDB), e que também leva a assinatura do Dr. Bittar (PCdoB), Bombeiro Tavares (DEM) e Fontão (PSDB).

A discussão irá gerar em torno da Lei Municipal nº 4.904/2008, que proíbe em seu artigo 36 a utilização de sedém em animais. Sedém uma corda confeccionada da crina do cavalo, rabo do boi, lã ou espuma revestida de tecido macio que, passada na altura da virilha do animal, tem a finalidade de estimulá-lo. Para muitos o sedém é um instrumento de tortura e os rodeios são um ritual de maus tratos aos animais. Além do sedém, os peões usam esporas.

Assumindo a presidência dos trabalhos da Audiência, o vereador Xê adianta que irá dar oportunidade para que todos os presentes possam explanar e discutir as diversas questões relacionadas ? realização de rodeios, desde a proteção aos animais, até aspectos econômicos que envolvem o Município. Para o parlamentar que se posiciona, favoravelmente, pela volta dos rodeios na Cidade, é de extrema relevância que o tema seja debatido pela sociedade local.

“Todos os setores envolvidos na questão precisam estar presentes, de modo que a discussão seja rica e democrática”, destaca. “Independente de vínculo com entidades, partidos políticos ou demais instituições, é fundamental que a comunidade local participe e dê sua opinião sobre a questão, mas sem usar a violência ou ofensas. Nosso objetivo é fomentar esse debate, de maneira democrática”, acrescentou o parlamentar.

Como o assunto rege a polêmica, o auditório da Câmara deverá ficar pequeno e não comportará o número de pessoas interessadas em exporem suas opiniões a respeito desse assunto. Com isso a parte superior da Praça Comendador Emílio Peduti – Bosque, que fica em frente a sede do Poder Legislativo, deverá receber uma grande movimentação de pessoas com faixas e cartazes.

De um lado estarão os defensores do rodeio com o argumento de que os touros não sofrem maus tratos, fomenta o turismo atraindo pessoas de diferentes cidades do estado, aquece a economia e gera empregos. Do outro, aqueles que são contrárias aos rodeios, alegando que eles são, claramente, prática de maus tratos ao animal que é estimulado a pular na arena pela dor, como o sedém amarrado, fortemente, sua virilha.

Na montaria, o intuito do peão é permanecer no lombo do animal por, pelos menos oito segundos. Esses animais de arena são criados e selecionados para este fim. A avaliação é feita por dois árbitros cuja nota é de 0 a 50 cada; um árbitro avalia o competidor e o outro avalia o animal, totalizando a pontuação de 0 a 100.

Também existem outras competições polêmicas nos rodeios envolvendo bovinos como, por exemplo, a que o bezerro é solto na arena e é perseguido pelo cavaleiro que salta sobre o animal torcendo seu pescoço para que ele caia no chão e seja amarrado nas quatro patas ou quando é laçado pelo pescoço em alta velocidade caindo violentamente contra o chão. Em qualquer uma vence o cavaleiro que cumprir a prova em menor tempo.

Foto: Divulgação