Câmara tem sessão inédita com a posse de Malagutte

Fotos: Marcelino Dias / Quico Cuter

Na reunião ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (13) aconteceu a posse do vereador Carlos Malagutte (PSB) que assumiu a cadeira do Professor Nenê (PT), que teve o seu mandato parlamentar cassado por infidelidade partidária. Foi este o único caso de cassação de um vereador na história política de Botucatu.

A posse do novo vereador ocorreu logo após a abertura dos trabalhos, quando a sessão foi suspensa por 30 minutos, em função de o Regimento Interno da Casa não prever expediente para a realização da solenidade. O presidente da Casa, vereador Curumim deu posse ao novo legislador, que foi ? tribuna onde, em discurso, agradeceu ao apoio que recebeu e fez o juramento de posse.

“É um sonho que agora se torna realidade. Vou procurar nesses meses que me restam de mandato cumprir com o meu papel como parlamentar desta Casa e tudo farei para honrar esse compromisso que, de maneira democrática, me foi designado, Quero agradecer a todos aqueles que estiveram comigo nessa caminhada”, disse Malagutte.

A partir de sua posse, Carlos Malagutte iniciou suas atividades legislativas e foi integrado em comissões permanentes da Casa: “Saúde, Educação, Cultura, Lazer, Turismo, Meio Ambiente e Assistência Social”, além da “Comissão de Defesa do Cidadão e dos Direitos Humanos”. As vagas em Comissões preenchidas pelo novo parlamentar já eram ocupadas pelo PSB.

O agora ex-vereador Professor Nenê foi eleito em 2008 com 948 votos, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 2011, migrou para o Partido dos Trabalhadores (PT). Por esse motivo, a Justiça Eleitoral entendeu que o caso se enquadrou em infidelidade partidária, dando posse imediata ao suplente. Nenê afirmou que mesmo cassado não guarda mágoa no coração e vai continuar participando das reuniões legislativas.

“Estarei aqui todas as segundas-feiras para acompanhar a sessões, como cidadão comum e assessorar o vereador Abelardo (PSD), de maneira espontânea, sem remuneração. Saio com a certeza de que cumpri com o meu dever, não trai ninguém e com a cabeça erguida. Simplesmente, segui minha ideologia. Quem mudou foi o partido e mesmo assim fui eu o sacrificado”, frisou Nenê.