Câmara deve ter manifesto contra salário dos vereadores

Caso as pessoas que confirmaram presença  pela redes sociais através do Facebook compareçam à Câmara Municipal na sessão lesgislativa desta segunda-feira  o plenário ficará pequeno. Isso porque está sendo sendo aventada uma manifestação para que seja revisto o salário dos vereadores da legisltatura atual, assim como a que se inicia em 2017 e que já foi votada.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Botucatu (Sispumb), José Manuel Leme, o Mané,  assim como o empresário Rodrigo Biasotti estão liderando esse movimento para que seja rediscutido o Projeto de Lei que foi aprovado e aumentou o salário dos vereadores para 2017 e diminuir ainda nesta legislatura o salário para que não ultrapasse o do (salário) mínimo, ou seja, R$ 788,00. 

De acordo com o projeto os subsídios dos vereadores da próxima legislatura estão fixados em R$ 5.445,04 (R$ 6.930,05 para o presidente). Salário atual é de R$ 4.986,19 (vereadores) e R$ 6.364,06 (presidente).  Já o salário do prefeito passa de R$ 15.865,15 para  R$ 17.325,14  e o vice-prefeito que é de R$ 8.499,18 passa para  9.281,31. Já os secretários municipais de governo receberão o mesmo valor do vice-prefeito.

Em entrevista na semana passada Mané Leme, que deverá usar a Tribuna Livre para defender a redução salarial,  argumentou que vereança não é profissão. “É um absurdo o salário que se paga, pois o vereador tem à sua disposição toda a estrutura da Câmara Municipal para realizar o trabalho legislativo. Se existe toda essa estrutura,  que gasto extra o vereador tem?  A população deveria ser consultada sobre esse aumento salarial e opinar. E tem outro detalhe: a votação não foi unânime”,  frisa Mané Leme.

Ele entende que para ganhar esse salário o vereador deveria se dedicar  integralmente à Câmara. “Não é isso que acontece. Existem vereadores que têm empregos paralelos e isso não é certo. O vereador como homem público, tem que servir o povo 24 horas por dia. Esse movimento busca a conscientização”, frisa Leme, que promete costurar apoio em outras instituições da cidade, especialmente, sindicatos.

“Se houver consenso o vereador de Botucatu vai receber o equivalente a um salário mínimo e, com isso, daria um exemplo à nação. O dinheiro excedente do orçamento da Câmara prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias  (LDO) seria utilizado em áreas prioritárias como educação, segurança e saúde”,  concluiu o sindicalista.