Caco Colenci diz que é cedo para discutir candidaturas

Antecipando as eleições de 2016,  a Rádio Criativa FM iniciou nessa quarta-feira uma série de entrevistas com políticos que estão sendo cotados para disputar o pleito e ocupar a vaga do atual prefeito João Cury Neto, que foi reeleito em 2012 contando com apoio de 14 partidos. O primeiro a ser entrevistado foi o secretário de Governo, Caco Colenci, que sempre é citado entre os favoritos nas consultas de opinião pública.

“Embora ache que é cedo para discutir candidaturas,  os partidos já estão se mobilizando nos bastidores para a escolha de um nome que seja consenso e tenho conversado com as pessoas. Muito me honra  ter meu nome ventilado e citado em consultas populares. Estou à disposição  para discutir um plano de governo para Botucatu, sucessão e a minha própria candidatura”, disse  Colenci.

Sobre o apoio do prefeito João Cury, Colenci foi taxativo. “O apoio do prefeito é muito importante e é natural que pessoas interessadas em sua sucessão o procurem. Não sou diferente. Vários nomes estão sendo citadas, mas o consenso deverá prevalecer na escolha de um candidato que conheça os problemas do município e tenha experiência de governo. Mas entendo ser prematuro adiantar nomes e antecipar a agenda eleitoral”, disse.

Colenci, porém,  não esconde que já manteve conversas com lideranças políticas de vários partidos, conhecidos nacionalmente que o apoiariam numa eleição majoritária e isso, teoricamente, poderia fazer com que tivesse que sair do PSDB, caso lhe faltasse sustentação no grupo liderado pelo prefeito.

 “A política é a arte da conversação e não vou me furtar em dialogar com lideranças partidárias. Recebi convites para ingressar em outros partidos e isso não é segredo e me deixa feliz, mas cauteloso. Se meu nome é cogitado é porque meu trabalho na política está sendo reconhecido. Isso não significa que eu esteja mudando de partido”, frisou.

Destaca que em outubro deste ano encerra-se o prazo para as filiações partidárias para aqueles que pretendem disputar as eleições de 2016 e os próximos meses serão decisivos. Só depois disso é que se definirão os prováveis candidatos. “Por isso, os partidos estão se mobilizando e mudanças podem acontecer. Isso é natural no processo político democrático e parafraseando o saudoso Progresso Garcia, em política a gente só não vê boi voar”.