Usando cão, DISE apreende cocaína crack e maconha

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Botucatu, através da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) na tarde desta sexta-feira culminou com a apreensão de 163 pedras de crack embaladas e prontas para a venda; 100 gramas de cocaína em pó (que daria para 300 porções); um tijolo de maconha pesando 100 gramas (para 30 a 35 porções); uma balança de precisão; R$ 40,00 em dinheiro e folhas com anotações da contabilidade do tráfico.

O que chamou a atenção dos policiais da delegacia especializada habituados a este tipo de operação, foi o tamanho (peso) de cada pedra de crack embalada. Geralmente, a pedra pesa 0,3 gramas e é vendida a R$ 10,00. Porém, cada pedra aprendida nesta recente operação pesava 1 grama e era vendida a R$ 20,00. Outro detalhe interessante é que a DISE se utilizou de um cão policial, o “Lobinho”, que está sendo treinado para farejar droga.

A droga foi localizada em um quintal na Rua Armando Ognibeni, nº 764-B, região do Jardim Peabirú e apurou a polícia que pertencia a Paulo Henrique Ramos de Souza, de 23 anos de idade. Quando a polícia invadiu a casa, munida de um mandado judicial, o acusado estava dormindo. Foi acordado recebendo voz de prisão e algemado.

“Pela investigação que fizemos tínhamos a convicção de que havia droga na casa. Inicialmente ele tentou negar, mas com a ajuda de um cão farejador que está sendo treinado para este tipo de operação, localizamos, primeiramente, a cocaína enterrada no quintal. O restante da droga apreendida ele mesmo mostrou onde havia enterrado, pois percebeu que a gente iria encontrar de qualquer maneira”, lembra Buchignani.

Depois de prestar depoimento, Paulo Souza, foi enquadrado em crime de flagrante de tráfico de entorpecentes e recolhido ? Cadeia Pública, onde permaneceu ? disposição da Justiça e poderá, caso seja condenado, pegar uma pena que varia de 05 a 15 anos de reclusão.

Assistido pelo advogado Vitor Deleo, o indiciado revelou que não tem emprego fixo e trabalha fazendo “bicos” de pintor e servente de pedreiro, negando ser o dono da droga. “O quintal tem muito entulho e moro aqui nesta casa há duas semanas apenas e não sou o dono dessa droga. Saio cedo de casa e só volto no final da tarde. Por aqui passam muitos moleques que ficam perambulando pela rua. Acho que alguém deve ter enterrado isso (a droga) quando eu não estava”, justificou.

Fotos: Jornal Acontece Botucatu