Tribunal do Júri adia julgamento de homicídio passional

O presidente do Tribunal de Júri de Botucatu e juiz titular da 2ª Vara Criminal, Marcus Vinicius Bachiega adiou o julgamento do réu João Moreno de Carvalho, de 44 anos de idade, que foi denunciado como o autor do assassinato do garçom Vagner Teixeira, crime ocorrido na madrugada do dia 3 de dezembro de 2006, na Rua Capitão José Paes de Almeida, onde a vítima foi assassinada a golpes de faca. O julgamento estava previsto para acontecer nesta quinta-fera (9) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção de Botucatu.

Bachiega teve dois motivos para proceder o adiamento: prorrogação da inauguração do novo Fórum e seria este o primeiro julgamento no novo prédio no Jardim Riviera. “Em que pese o esforço deste magistrado, que esperava a inauguração do novo Fórum na data aprazada, para acelerar o julgamento dos processos de competência do Tribunal do Júri, não será possível realizar o julgar deste processo no dia designado, haja vista a necessidade de priorizar a pauta para os processos cujos réus estão presos, cautelarmente”, disse o juiz.

Outro motivo apontado por Bachiega é o Promotor de Justiça do Júri da Comarca, Marcos José de Freitas Corvino, estar exercendo a função eleitoral neste período de eleições municipais. “Posto isso, redesigno a sessão de julgamento para o dia 21 de março de 2013, ? s 9 horas”, colocou o magistrado.

{n}O crime{n}

Estaria no banco dos réus, o frentista João Moreno de Carvalho, de 44 anos de idade, denunciado como o autor do assassinato do garçom Vagner Teixeira, crime ocorrido na madrugada do dia 3 de dezembro de 2006.

Revela a denúncia da promotoria pública que o réu trabalhava como frentista em um posto de gasolina na Avenida Floriano Peixoto, região central da Cidade e teria se apaixonado por uma companheira de trabalho chamada Gisela, que não queria nada com ele.

No dia dos fatos após se embriagar, João Carvalho ficou esperando a mulher retornar para casa. Porém, ela chegou acompanhada de Vagner Teixeira que passou a ofender o casal. A mulher, então, teria entrado para sua casa e Carvalho foi até o posto e se apoderou de uma faca. Minutos depois, quando encontrou-se com Carvalho desferiu golpes de faca, causando-lhe lesões que o levaram ? morte.

No mesmo dia do crime, João Carvalho foi preso em flagrante numa ação da Polícia Militar e recolhido ? Cadeia Pública local. Entretanto, por intermédio do seu advogado Antônio Venâncio Martins Neto, ganhou o direito de responder o processo em liberdade, aguardando o julgamento.