Trabalhadores são soterrados em obras de prédio

Fotos: Luiz Fernando

 

Existe um ditado popular que diz quando uma pessoa escapa de um perigo eminente de morte diz-se que ela “vive outra vez”.  Isso pode ser aplicado a uma ocorrência atendida em conjunto pelo resgate do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar (PM), Guarda Civil Municipal (GCM), Departamento de Engenharia da Prefeitura Municipal e Defesa Civil do Município.

Dois trabalhadores estavam realizando o trabalho de retirada de terra de um barranco para erguer o muro de arrimo nos fundos de um prédio que está sendo construído na Rua Antônio Carlos de Abreu Sodré, no Bairro Alto, quando a terra cedeu e caiu em cima dos dois funcionários a cerca de quatro metros de altura. Embora os dois trabalhadores não tivessem o corpo coberto pela terra, ficaram presos.

Os demais funcionários que estavam na obra perceberam o que havia acontecido e acionaram os bombeiros que isolaram o local e procederam a retirada das vítimas que foram encaminhadas com ferimentos leves ao Pronto Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC) onde passaram por uma avaliação médica. São eles: Paulo Henrique Gomes de 36 anos e David Carolino, de 60 anos.

O coordenador de Defesa Civil, Paulo Renato da Silva, assim como o engenheiro Caio Tavares, estiveram no local para fazer o levantamento do acidente, já que a retirada do barranco comprometeu as estruturas da casa que faz divisa com o terreno do prédio e ficou na eminência de desabar. As duas moradoras, com 63 e 74 anos de idade, foram retiradas até que os reparos sejam feitos pela engenharia responsável dos prédios.

Uma das moradoras dessa casa chamada Nanci alegou que só percebeu o que havia acontecido quando ouviu a movimentação e gritos de pessoas. “Felizmente nada de mais grave aconteceu. Agora estou assustada porque a casa pode cair”, disse.  Já a Defesa Civil adiantou que as duas mulheres terão toda a assistência que precisarem, até que a casa seja restaurada.

A causa mais provável do desmoronamento é que o local onde a terra estava sendo retirada fica muito próximo da rua onde o fluxo de veículos de pequeno e grande porte é constante, acarretando a trepidação. Mas isso só será confirmado após a conclusão do laudo pericial da Polícia Técnica Científica.