Senhora de 46 anos é presa por tráfico de entorpecentes

Uma operação desencadeada pelos policiais especializados da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), na manhã desta terça-feira (12) culminou com a prisão de uma mulher de nome Marisa Lima, de 46 anos de idade, por crime de flagrante de tráfico de entorpecentes. A prisão se deu na Rua Casimiro Gomes Filho, no Parque Marajoara.

Através do trabalho investigativo os policiais tinham conhecimento de que a mulher contratava pessoas para distribuir drogas naquela região da cidade. Porém, ela não vendia e sua “função” no esquema era receber a droga em seu estado bruto e transformar em porções para venda ao usuário.

“Sabíamos que ela era distribuidora de drogas, mas precisávamos agir na hora certa para que não escapasse do flagrante. Na manhã de hoje (terça-feira) munidos com um mandado judicial, adentramos na casa e demos voz de prisão no momento em que estava cortando uma pedra bruta de crack e embalando para venda ao usuário”, revela o delegado Paulo Buchignani, que esteve no comando da operação e confeccionou o Boletim de Ocorrência (BO).

No total foram apreendidas 60 gramas de crack e 20 gramas de cocaína, além de R$ R$ 274,00 em dinheiro. Com o montante da droga apreendida poder-se-ia fabricar algo em torno de 200 porções de droga entre pedras de crack e porções de cocaína, que, segundo ela, levaria de dois a três dias para vender. A mulher reconheceu que a droga lhe pertencia, mas negou-se a revelar sua origem.

“Na verdade sabia que isso (ser presa) ia acabar acontecendo uma hora ou outra, pois quem está no “ramo” sabe que isso não dura muito. É claro que não queria estar nessa situação (mostrando as algemas). Tanto que quando a polícia invadiu minha casa revelei que a droga era minha. Não tinha como esconder”, comentou a mulher.

Segundo Marisa, há quatro meses entrou para o submundo do tráfico. “Estou desempregada, sozinha sem marido, com meus filhos criados e sem dinheiro para pagar minhas contas. Surgiu essa oportunidade de confeccionar as porções para a venda e entrei, porque não queria depender de ninguém para viver”, comentou a mulher. “Só que agora tenho que pagar pelo meu erro”, complementou.

Assistida pelo advogado Roberto Fernando Bicudo, Marisa Lima prestou depoimento ao delegado Paulo Buchignani e após ser enquadrada em crime de tráfico de entorpecentes, foi recolhida ao presídio feminino de Itatinga. Uma condenação por crime de tráfico de entorpecentes pode resultar em uma pena que varia de 05 a 15 anos de reclusão.

Fotos: Valéria Cuter