Segurança de Botucatu é destaque em jornal de penetração nacional

O jornal Estado de São Paulo, conhecido em todo território nacional, publicou na sua edição desta segunda-feira (7) uma matéria sobre a Segurança Pública na cidade Botucatu, que foi considerada uma das cidades menos violenta do estado. A reportagem é assinada pelo jornalista José Maria Tomazela.

O jornal enfoca que a polícia na rua com o apoio da população é o diferencial que transformou Botucatu, no interior paulista, na cidade média com menor índice de crimes violentos no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

“Aqui investigador não esquenta cadeira e o soldado não fica no quartel”, afirma o delegado seccional Antonio Soares da Costa Neto. “Sei disso porque não fazemos nada sozinho: trabalhamos em conjunto com a Polícia Militar (PM) e também com a Guarda Civil Municipal”.

Mas há pouco tempo a situação era bem diferente. Em novembro de 2008, bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) invadiram a delegacia (DISE – Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e explodiram o cofre onde estavam guardadas drogas e armas. O impacto foi tão forte que o prédio implodiu. O caso foi notícia em todo o País e inspirou a reviravolta na política de segurança da cidade.

A evolução aconteceu em dois anos. Em 2010, Botucatu teve apenas dois homicídios, a metade do que foi registrado em 2009. O número de roubos caiu de 234 para 102 e o de furto de veículos, de 242 para 100. A polícia esclareceu 401 casos (37 a mais do que no ano anterior). As apreensões de porções de droga aumentaram: maconha, de 71 mil para 640 mil; cocaína, de 6,9 mil para 7,3 mil; crack, de 13,9 mil para 179,9 mil. “A droga está na origem de muitos crimes, por isso batemos muito forte no tráfico”, diz Costa Neto.

Os moradores da cidade com 127.370 habitantes perceberam a mudança. “Antes não era tão calmo assim. Depois que os bandidos explodiram a delegacia, a polícia pegou firme e bandido de fora que vem azarar aqui dança”, afirma o bancário Reinaldo Jonathan. Os bandidos foram presos pouco depois do crime.

Um dos momentos decisivos para a melhora foi quando o delegado Costa Neto assumiu o comando da Polícia Civil em Botucatu e de outras 12 cidades. Nas operações, veste o colete ? prova de balas, põe na cintura uma pistola .45 e vai ? frente dos policiais. Muitos o chamam de “xerifão” ou pelo apelido de “Toninho Malvadeza”.