Sargento da PM salva vida de bebê recém-nascido por telefone

“Deus lhe pague!” Foi dessa maneira que a família de Lucila Petty Pereira, de 31 anos, se manifestou em relação ao sargento Rosivaldo Dias, que realizou um trabalho no Comando da Polícia Militar (COPOM) do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM-I), de Botucatu, salvando a vida de uma criança recém-nascida. A ação do policial foi muito elogiada pelo comando da Policia Militar.

No dia 21 de março de 2012, Lucila Pereira, deu a luz a uma menina que recebeu o nome de Júlia que após ter alta foi levada para casa no Município de Areiópolis. No dia 25, quatro dias após seu nascimento, por volta das 5 horas da madrugada, o bebê engasgou e teve uma parada cardíaca e o pai (Paulo Pereira) tomado pelo desespero tentou acionar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), mas acabou ligando para o telefone 190 da Polícia Militar.

Naquele momento estava em serviço o sargento Rosivaldo, que deu as orientações necessárias permitindo que a criança chegasse com vida até o Pronto Atendimento do Município de Areiópolis, mas em virtude da gravidade do caso foi conduzida ao Pronto Socorro (PS) de São Manuel e, posteriormente ? Unesp, de Botucatu. A criança recebeu os cuidados médicos necessários e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em razão dos graves problemas apresentados onde permanece internada até a data de hoje (sexta-feira – 30).

“Não bastassem as orientações repassadas pelo sargento Rosivaldo que permitiu socorrer minha filha com vida, ainda por duas vezes durante a semana ele voltou a me ligar para saber sobre o bebê, demonstrando carinho, amor e atenção com o ser humano”, disse Lucila que fez questão de tornar pública a ação do policial.

“Foi a atitude do sargento em pedir calma e transmitir todas as orientações necessárias ao meu marido que permitiu salvar a vida de minha filha. A ele o nosso reconhecimento, em nome de toda nossa família. Só podemos agradecer a Deus por ter colocado esse policial em nosso caminho para salvar uma vida tão importante para nós”, elogiou a mulher.

Edson Pereira, avô paterno de Júlia, entende que o que aconteceu foi obra de Deus. “Meu filho ao ver a criança passando mal, tentou acionar o SAMU, mas, por engano, ligou para a PM e aconteceu tudo isso. Minha neta ainda está internada e estamos rezando pelo seu restabelecimento, mas a ação desse policial não podia passar despercebida e deve ser elogiada”, disse Pereira.

Rosivaldo conta que quando recebeu a ligação percebeu o desespero do pai e sua primeira atitude foi fazer com que mantivesse a calma. “Ele me disse que a criança havia engasgado e não sentia o seu coração. Procuramos passar as orientações e os procedimentos a serem adotados e quando estava chegando ao hospital a criança chorou. Felizmente, foi atendida, medicada e internada e tudo terminou bem”, disse o policial. “Só cumpri a minha obrigação de policial militar que tem como principal atribuição trabalhar para servir o semelhante”, acrescentou.

Fotos: Valéria Cuter