Rodoviária apreende e 137 quilos de maconha na Castelinho

Uma operação desencadeada pela equipe do TOR – Tático Ostensivo Rodoviário, da Policial Militar Rodoviária da região de Botucatu e cães treinados do 22º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I) de Tatuí, no início da madrugada desta segunda-feira, culminou com um flagrante de tráfico de entorpecentes, onde foram aprendidos 137 quilos de maconha divididos em dezenas (101) de pacotes de “tijolos” prensados.

A operação do TOR aconteceu no km 02 da Rodovia vicinal João Hipólito Martins Martins – Castelinho, principal elo de ligação entre Botucatu e a rodovia Presidente Castello Branco, quando os policiais interceptaram um veículo modelo Fox, placas DSE-0400, da cidade de Matão, sendo conduzido por Airton Temponi Filho, de 25 anos de idade.

Ao fazer a vistoria interna os policiais localizaram em seu interior os 137 “tijolos” que estavam acondicionados em diferentes partes do carro como teto, piso e no painel frontal do veículo. Os policiais tinham informações de que naquele carro que vinha da cidade de Dourados, região do Mato Grosso do Sul, havia grande quantidade de droga que seria levada para São Paulo. Os detalhes da operação não foram revelados.

O indiciado foi encaminhado ao Plantão Permanente da Polícia Civil de Botucatu onde a delegada Simone Alves realizou a confecção do Boletim de Ocorrência, assim como o auto de exibição e apreensão da droga, determinando o recolhimento de Airton Filho, ? Cadeia Pública local, onde permanece ? disposição da Justiça. Irá responder por crime de tráfico de entorpecentes que prevê aos condenados uma pena que varia de cinco a 15 anos de reclusão.

Em seu depoimento o indiciado declarou que não tinha conhecimento de que o carro tinha droga. Alega que foi contatado em Sertãozinho onde mora para buscar um carro em Dourados e levar para São Paulo. Receberia pelo serviço a importância de R$ 5 mil. Ele foi assistido pelo advogado José Ítalo Bacchi Filho.

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“A história que ele me contou é a mesma que está no BO assinado pela doutora Simone, ou seja, ele foi contratado para levar um carro para vender em São Paulo e desconhecia que estava com um carregamento de droga. Os policiais sabiam da droga fizeram o trabalho que lhes cabia em interceptar o carro, mas não sabiam quem estava no volante e meu cliente acabou sendo envolvido nessa história”, observou o advogado criminalista.

O defensor lembra que em momento algum foi esboçado qualquer tipo de reação com a abordagem policial. “Ele desceu e ficou aguardando do lado de fora. Quando os policiais revelaram que haviam encontrado a droga ele se mostrou espantado, pois não sabia. Vamos deixar isso provado nos autos, no momento oportuno”, declarou o advogado.

Fotos: Valério A. Moretto