Réu que não comparece ao júri é condenado á 12 anos

O juiz titular da 2ª Vara Criminal da Comarca, Marcos Vinícius Bachiega presidiu nesta quinta feita (17) os trabalhos do julgamento do réu Luciano Carlos Batista, conhecido como Binho (32), que foi apontado como autor da tentativa de homicídio cometida contra Glauber Carlos de Faria (37), processo 13/09.

O Corpo de Jurados formado por cinco homens e duas mulheres da sociedade botucatuense reconheceu a culpabilidade do réu e o juiz presidente proferiu a pena de 12 anos de reclusão em regime fechado, mais 20 dias/multa. Os jurados acataram a tese do promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino, que pediu a condenação.

O interessante nesse julgamento é o réu não compareceu, assim como foi sentida a ausência da vítima e o cunhado do réu conhecido como Cláudio “Japão” que seria a principal testemunha do crime. Somente três policiais foram ouvidos.

O motivo do não comparecimento do réu foi em razão de ele estar sendo procurado pela Justiça e se encontrar foragido, pois pesa nas suas costas uma condenação de sete anos de reclusão por prática de estupro e dois anos por furto. Também consta na sua ficha criminal acusação de outros crimes como porte de arma, roubo e coação de testemunha.

O réu foi defendido pelo advogado criminalista Milton Nogueira Ribeiro Júnior, que foi designado para fazer a defesa do réu pela assistência judiciária e entrou no caso há pouco tempo. Isso porque o advogado que havia sido constituído e acompanhava o processo desde o seu início renunciou ao júri, pelo fato de o réu estar foragido.

{n}O crime{/n}

O crime que aconteceu na primeira hora da madrugada do dia 18 de janeiro de 2006, na Rua Sebastião Pinto da Conceição, região da Vila Assumpção. Nesse dia Binho, que já tinha desavenças anteriores com Glauber Faria, depois de uma discussão seguida de luta corporal, desferiu três tiros contra a vítima e um dos disparos atingiu sua cabeça. Encaminhado ao Pronto Socorro (PS) Glauber recebeu os cuidados médicos e escapou com vida, permanecendo internado por cinco dias.

Outro detalhe contido no processo é que, inicialmente, Binho assistido pelo seu advogado constituído reconheceu a autoria do crime. Porém, em juízo, alegou inocência. Também a vítima que, inicialmente, afirmou que Binho tinha feito os disparos, voltou atrás ao depor em juízo e afirmou desconhecer quem teria atirado contra ele.

Fotos: Quico Cuter