Réu que matou desafeto com cinco tiros vai a julgamento

O juiz substituto da 2ª Vara Criminal da Comarca de Botucatu, Edson Lopes Filho, presidirá o julgamento do réu Virgílio Romualdo Silva Neto, conhecido como “Gino”, que foi denunciado pela Promotoria Pública como autor do assassinato cometido contra Luiz Antônio Soares, ocorrido em 2003, processo 26/2003. O crime foi originário de uma briga de trânsito, ocorrida em frente a um bar na Avenida Dante Delmanto e o julgamento acontece nesta quinta-feira (19) a partir das 09 horas, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Botucatu.

Descreve a denúncia que a vítima (Luiz Antônio) ao manobrar seu carro em frente ao estabelecimento comercial, acabou colidindo na traseira do veículo (Voyage) onde estava o réu com sua namorada e ambos passaram a discutir e o réu teria agredido a vítima com a coronha de um revólver.

As namoradas dos dois homens também entraram em luta corporal e o réu teria apartado as mulheres. Luiz Antônio ao tentar defender a namorada que estaria sendo agredida, foi atingido com cinco tiros disparados pelo réu com um revólver calibre 32, morrendo no local dos fatos.

Representando o Ministério Público estará em plenário o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino e na defesa do réu estará atuando a advogado criminalista Edson Coneglian, que irá trabalhar com a tese de legítima defesa, contando uma versão diferente ? contida na denúncia.

“Houve sim essa situação de acidente de trânsito que originou tudo isso. Porém, quando as duas mulheres entraram em luta corporal, a vítima apanhou uma faca a partiu pra cima de Jéssica (ex-namorada do réu) chegando a dar duas facadas, que causaram ferimentos. Ele (o réu) para defender a namorada desferiu os tiros. Essa mulher (Jessica) é uma das testemunhas convocadas para depor em plenário e poderá esclarecer tudo isso”, comentou Coneglian.

O julgamento de Virgínio Romualdo Silva Neto (Gino) terá entrada liberada para o público interessado em acompanhar o depoimento das testemunhas arroladas e o debate entre a acusação e defesa. Foram convocadas pela Justiça 25 pessoas da sociedade botucatuense (entre homens e mulheres) e 07 delas serão sorteadas para formar o Conselho de Sentença, que irá decidir o futuro do réu, que aguarda o julgamento em liberdade.