Réu que matou amásia é condenado a 4 anos e 6 meses

Fotos: Valéria Cuter

Nesta quinta-feira (3), por decisão do Conselho de Sentença formado por seis homens e uma mulher de diferentes segmentos sociais de Botucatu, o juiz Marcus Vinicius Bachiega, titular da 2ª Vara da Comarca e presidente do Tribunal de Júri do Fórum, proferiu a sentença imputando ao réu Miguel Marques Ferreira, de 23 anos, uma pena de 4 anos e 6 meses de detenção em regime semi-aberto pelo assassinato de sua companheira Elisângela Rodrigues Coelho, na ocasião com 23 anos de idade.

Representando o Ministério Público esteve atuando em plenário o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, que em sua explanação pediu aos jurados a condenação do réu por crime de homicídio privilegiado (motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção).

Na defensoria de Miguel Ferreira trabalhou o advogado criminalista Carlos Carmelo Torres, que concordou com a tese de homicídio privilegiado, mas pediu a absolvição do réu, alegando que o tiro que matou a mulher teria sido acidental. Na assistência da defensoria esteve o advogado Cristiano Pereira Muniz. Mesmo em regime semi-aberto (só dorme na cadeia) o réu permanecerá preso em tempo integral tendo condenação por crime roubo (6 anos) e estelionato (1 ano).

{n}O crime{/n}

O assassinato aconteceu por volta das 1h30 do dia 23 de julho de 2010, na casa onde o casal morava na Rua 14, Jardim Monte Mor. Uma testemunha ouvindo o disparo acionou a Polícia Militar que esteve no local com o cabo Cesar e soldado Márcio. Na casa encontraram a mulher caída de bruços seminua na cama com um tiro no peito. O companheiro (Miguel Ferreira) não estava no local. Posteriormente, a polícia detectou que havia fugido. O inquérito policial foi presidido pela delegada titular da Delegada de Defesa da Mulher (DDM), Simone Tuono.

Dias depois, ao lado do advogado Danilo Carreira, o acusado se apresentou ? polícia e reconheceu ser ele o autor do homicídio, mas alegou que o tiro havia sido acidental. Revelou que Elisângela havia chegado do Estado de Pernambuco pouco mais de um mês e como ela não tinha onde morar, passaram a viver juntos, mas ele desconfiava que a mulher o traia.

No dia do crime quando chegou ? sua casa, teria percebido o vulto de uma pessoa pulando a janela do quarto. “Só lembro que saí e fui correndo atrás com o revólver, que era dela (da Elisângela), mas não vi mais ninguém. Depois voltei para dentro e começamos a discutir, porque perguntei se ela estava me traindo. Ela partiu pra cima de mim tentando me agredir e eu estava com o revólver na mão. Ela bateu na arma que disparou. Eu fugi, mas não sabia que ela tinha morrido e enterrei a arma no quintal”, contou o autor do homicídio.