Réu que assassinou esposa é condenado a 23 anos

Fotos: David Devidé

 

José Aparecido Pinton foi apenado com 23 anos de reclusão em regime inicialmente fechado por ter sido denunciado pela Promotoria Pública como autor do assassinato de sua companheira (amásia) Inês Cotet Macário e por tentativa de homicídio contra sua própria filha de nome Mônica. A condenação foi feita pelo Conselho de Sentença (jurados) composto por cinco homens e duas mulheres da sociedade botucatuense.

O réu estava respondendo processo em liberdade aguardando o seu julgamento, mas optou por não comparecer e agora entrou para a lista dos procurados da Justiça. A ausência do réu prejudicou o trabalho da defesa exercida pelo advogado Edson Coneglian, já que ele havia garantido que estaria presente para ser interrogado na frente dos jurados e dar sua versão dos fatos.

Na presidência dos trabalhos esteve o juiz Marcus Vinicius Bachiega. Representando o Ministério Público trabalhou o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino, tendo na assistência o advogado Ézeo Fusco Júnior. Na narrativa da denúncia, o assassinato foi praticado por motivo fútil devido a desproporção entre a causa originária (discussão banal) e o resultado pretendido (morte), com o réu usando recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. Já a tentativa de homicídio contra a filha de acusado, de acordo com a denúncia, não teria se consumado por circunstâncias alheias à sua vontade.

O crime aconteceu no dia 13 de janeiro de 2009, por volta das 15h30, na Avenida José Barbosa de Barros, no Jardim Paraíso. Depois de uma discussão caseira, Pinton mediante disparos de arma de fogo assassinou sua companheira e, na sequência, atirou contra a própria filha, que foi socorrida ao Hospital das Clínicas (HC) e sobreviveu.