Réu não comparece ao júri e é condenado a 16 anos

O Tribunal de Júri da Comarca de Botucatu sob a presidência da juíza de Direito Letícia de Assis Bruning, realizou o julgamento do réu Eliel Rogério Bernando, o Rogerinho, acusado de participação em um duplo assassinato cometido na noite do dia 15 de março de 2005, na Rua General Telles, nº 3011, Bairro do Lavapés. A particularidade desse júri foi que o réu está foragido e não compareceu para ouvir a sentença proferida pela magistrada de 16 anos e dois meses de reclusão. O julgamento foi feito ? revelia, ou seja, sem a presença do réu.

Consta na denúncia que no dia dos fatos Rogerinho foi até a casa de um rapaz chamado Vanderson de Oliveira Lima, o Andinho, para cobrar uma dívida de drogas, mas o devedor não tinha dinheiro. Rogerinho, então, levou dois telefones celulares como parte do pagamento da dívida. Porém, no dia seguinte, Rogerinho, em companhia de Leonardo Murales, conhecido como Leonardinho ou Leo, voltou a cobrar a dívida. Houve discussão e Rogerinho disparou três tiros contra o desafeto levando-o ? morte.

O crime foi presenciado por uma testemunha de nome Márcio Ferreira, o Marcinho, que também acabou assassinado, para não revelar a autoria do crime ? polícia. Meses depois desses crimes, Leonardo Murales também foi assassinado na Cohab I. Desta feita não foi confirmada a participação de Rogerinho. Com isso das quatro pessoas que se envolveram nesse episódio, apenas Rogerinho está vivo, foragido e agora com a condenação consumada em mais de 16 anos.

Participaram do julgamento formando o Conselho de Sentença, sete pessoas da sociedade botucatuense (6 homens e uma mulher). Como representante do Ministério Público esteve o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino e na defesa do réu, atuou o advogado Edson Coneglian, que teve o trabalho em plenário prejudicado pela ausência do réu.