República é autuada pela GCM por perturbar o sossego público

Fotos: Valéria Cuter

Embora exista um trabalho sendo realizado pela Polícia Civil contra repúblicas de estudantes, os moradores da região do Jardim Paraíso ainda continuam sendo as principais vítimas. A mais recente reclamação veio de moradores da Rua Genaro Geanini, numa ocorrência registrada no início da madrugada desta terça-feira (2), pelos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), Machado e Pedro.

Nesta casa onde funciona uma república de estudantes de Zootecnia da Unesp, denominada “Karca um Gole”, estava sendo realizada uma festa com cerca de 200 pessoas com muita bebida alcoólica e som mecânico muito alto. Os vizinhos acionaram a GCM e as partes envolvidas foram conduzidas ao Plantão Permanente e o caso foi encaminhado ? 1ª Central de Polícia Judiciária, onde outros casos foram registrados nos últimos meses.

O delegado Marcos Mores, da 2ª Central Judiciária, tem um levantamento de todas as repúblicas de estudantes que estão instaladas na sua área de comando, abrangendo a Vila Antártica, Vila dos Lavradores, Jardim Paraíso, Vila Pinheiro, entre outros bairros que ficam naquela região alta da cidade. Segundo as estatísticas, 80% das repúblicas da cidade estão instaladas na área da 2º Central.

Mores relata que já foram enquadradas mais de 30 repúblicas por perturbação de sossego que é uma contravenção penal. Com o trabalho conjunto entre polícia e comunidade, ressalta que é possível a polícia identificar as repúblicas e cobrar explicações dos estudantes, que são convocados para prestar depoimento.

“Na delegacia eles são avisados que se continuarem a perturbar os vizinhos serão responsabilizados criminalmente e a Unesp será comunicada, mas isso não os incomoda muito. O temor dos estudantes é quando alertamos que, se houver reincidências, os pais serão intimados a comparecer na delegacia. Isso causa temor entre eles. A última coisa que querem é, por culpa deles, ver os pais numa delegacia”, revela o delegado da 2ª Central.

Outro dado revelado pelo delegado é que a perturbação do sossego público não vale só para o horário noturno. “A lei é clara e não especifica horário, tanto faz se for três da tarde, como três da manhã. O crime é o mesmo, mas nosso conselho é que as pessoas que se sentirem prejudicadas com o barulho alheio devem acionar os vizinhos que também passam pelo mesmo problema e procurar a delegacia para que possamos tomar as providências que forem necessárias”, orientou Mores.