Rapaz preso diz que compra maconha para jogadores

Fotos: Valéria Cuter

Uma grande operação da Polícia Militar (PM) foi deflagrada no Distrito de Rubião Júnior para realizar a prisão de um cidadão chamado Otávio Martins de Almeida, o “Tavinho” de 44 anos de idade. Nessa operação comandada pelo tenente Bruno estiveram os sargentos Laudo e Rosivaldo, cabo Mandú e soldados Lofiego, Doriguel, Modesto e Carvalho. Os policiais compareceram ao local para cumprir diversos mandados de busca e apreensão.

Na Rua Rafael Ruiz Garcia Calderon, os policiais perceberam que Tavinho, ao visualizar a viatura, entrou correndo em sua casa. Os policiais o perseguiram e na revista pessoal nada de ilícito foi encontrado. Como o averiguado caiu em contradição ao ser questionado, os policiais realizaram a revista na casa e escondidas dentro de um aspirador de pó localizaram 169 “parangas” de maconha já embaladas e prontas para a venda; 300 porções cortadas em cubos prontas para serem embaladas; e um “tijolo” prensado da mesma droga pesando, aproximadamente, 300 gramas (daria para fazer outras 200 porções).

Também foram apreendidos para uma melhor averiguação seis rádios toca CDs de carros, quatro auto-falantes, uma caderneta com anotações que a PM suspeita serem relacionadas ao tráfico e objetos para preparar as “parangas” de maconha como tesoura, saquinhos plásticos, fita crepe, um estilete e um aparelho de telefone celular. Tavinho foi conduzido ao Plantão Permanente, enquadrado em crime de tráfico de entorpecentes e recolhido ? Cadeia Pública (transitória) de Itatinga, onde aguarda o momento de ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César até ser julgado.

{n}Técnico de futebol{/n}

À reportagem do Acontece, Tavinho reconheceu que a droga encontrada no aspirador de pó era de sua propriedade, porém enfatizou que não é usuário nem é traficante de drogas. Sobre a grande quantidade de maconha encontrada em sua casa deu uma justificativa, no mínimo, inusitada.

“Sou técnico de um time de futebol aqui de Rubião Júnior e alguns jogadores (não o time inteiro) gostam de fumar um “baseadinho” antes do jogo. Por isso, comprei essa droga de um “cara” na Rua Amando (de Barros) lá em Botucatu para dar aos meus jogadores que são maiores de idade, tanto do “cascudão” (equipe reserva ou segundo time), como do (time) principal. Essa droga daria para muitos meses”, diz. “Por isso, não vendo maconha pra ninguém porque não sou traficante”, complementa.

Na delegacia, assistido pelo advogado Danilo Carreira, deu uma versão diferente alegando que havia comprado o aspirador de pó de um cidadão que não sabe o nome e que não sabia que estava com droga. Disse que falou que havia comprado a droga para dar aos jogadores por medo da PM.