Rafinha é preso com mais de um quilo de maconha no Monte Mor

Sargento Jonathan e soldados Winckler e Bianchi da Força Tática da Polícia Militar, foram os responsáveis pela prisão de um cidadão de nome Rafael Pereira da Silva, de 23 anos de idade, alcunhado de Rafinha e que já é bastante conhecido nos meios policiais. A operação se deu na Rua Sete, altura do número 385, região do Jardim Monte Mor.

Consta no relatório policial que os policiais efetuavam patrulhamento pelo local citado e localizaram Rafinha que estava em frente ? sua casa e teria corrido para o interior da casa ao perceber a chegada da viatura, mas foi detido.

Durante a busca pessoal, o averiguado teria desferido um soco contra o rosto de um dos policiais, tentando impedir a revista sendo contido e sob a camisa em sua cintura os policiais encontraram um “tijolo” de maconha pesando um quilo (especificamente, 1,048kg).

Diante dos fatos os policiais deram voz de prisão ao indiciado que, novamente, teria resistido tentando impedir que os policiais colocassem as algemas em seu pulso, mas acabou sendo contido e dominado. Nesse momento, populares investiram contra a guarnição da PM, com o intuito de impedir a prisão de Rafinha, havendo grande tumulto, ocasionando o sumiço da algema e ferimentos em um dos dedos (mínimo) do PM Jonathan que foi atendido e medicado no Pronto Socorro (PS) Municipal.

Rafinha foi conduzido ao Plantão Permanente e apresentado ao delegado Emerajal Torres, que confeccionou o Boletim de Ocorrência (BO) e indiciou o acusado em crime de tráfico de entorpecentes, determinando seu recolhimento ? Cadeia Pública local. Ele negou que a droga lhe pertencia. No caso de uma condenação o indiciado poderá pegar uma pena que varia de 5 a 15 anos de reclusão.

{n}Polêmica {/n}

Vale lembrar que Rafinha, em abril deste ano, denunciou um policial militar por crime de extorsão realizando filmagem usando uma microcâmera instalada em seu relógio de pulso. Consta no processo que o PM pediu propina para dar depoimento em juízo favorável a pessoas ligadas a Rafinha, presas por tráfico de entorpecentes. O PM seria uma das testemunhas. Assistido pelo advogado criminalista Vitor Deleo, em junho deste ano, Rafinha prestou depoimento ao Conselho de Disciplina do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM-I), de Botucatu, onde reiterou todas as acusações.

A defesa do PM está sendo feita pelos advogados Evandro Rizzo e Adriana Bogatti Guimarães Rizzo, que negam a extorsão. Explicam que crime de extorsão é quando se exige algo de alguém, mediante violência ou grave ameaça, o que, segundo os defensores, não se demonstra em nenhum momento das gravações. Entendem que o policial não deveria estar preso, uma vez que é casado, pai de família, policial condecorado, que tem 20 anos de serviços prestados ? polícia e a sociedade e até então nada o desabonava e não poderia ser mantido preso sob o fundamento de ser uma pessoa de alta periculosidade e oferecer risco ao andamento do processo.