Quadrilha explode caixas do Banco Bradesco, em Pratânia

Foto: Divulgação

Durante a madrugada desta terça-feira (20), uma quadrilha especializada e fortemente armada usando bananas de dinamite explodiu dois caixas eletrônicos da agência do Banco Bradesco na Cidade Pratânia que tem, aproximadamente, 5 mil habitantes. O banco está instalado na Rua Capitão João Batista, região central da Cidade e já havia sido invadido no primeiro semestre deste ano, mas os marginais acabaram fugindo sem levar o dinheiro porque a dinamite não explodiu e ficou presa na “boca” do caixa.

Nesse recente assalto um grupo de pessoas (06 a 10) invadiu a agência e depois de estourar dois caixas retirou certa quantia em dinheiro (não revelada). Antes de atacar o banco os marginais estouraram o blindex de um supermercado em frente ao banco e subtraíram gêneros alimentícios de pronto consumo. Na fuga atiraram contra a base da Polícia Militar (PM) da Cidade, sendo que dois tiros atingiram a parede e seis tiros na viatura I-12247 que estava estacionada na garagem e conseguiram fugiu sem que nenhum deles fosse capturado.

A investigação para buscar a identificação dos membros dessa quadrilha está sendo feita pela equipe especializada da Delegada de Investigações Gerais (DIG), de Botucatu, sob o comando do delegado titular, Celso Olindo, que também está respondendo pela delegacia de Pratânia. Ele entende que pela maneira como os marginais agiram, a hipótese mais provável é que sejam integrantes de uma quadrilha especializada que vem agindo em cidade de pequeno porte espalhadas pelo interior do Estado.

Na região de Botucatu já houve assaltos semelhantes este ano registrados nas agências bancárias de Santa Maria da Serra, Anhembi, Bofete, Porangaba, Torre de Pedra, entre outras. O delegado não descarta possibilidade de que o crime tenha sido cometido por elementos da quadrilha, que vêm de grandes centros como São Paulo, estudam, minuciosamente, o local a ser assaltado e agem no momento oportuno. A preferência por cidades de pequeno porte é em razão do reduzido número de policiais.

“Numa investigação não podemos descartar nenhuma hipótese. A maneira de agir foi semelhante e o trabalho investigativo está sendo realizado. Na cena do crime encontramos cápsulas de fuzil calibre 5.56 mm, arma restrita ao uso das Forças Armadas, com alto poder de destruição. Esse mesmo tipo de munição (cápsulas deflagradas) foi encontrado em assaltos anteriores”, destacou Celso Olindo.