Quadrilha assalta futura sede da Garagem Municipal

A equipe especializada em trabalho de investigação da Polícia Civil está trabalhando para identificar e tirar de circulação os integrantes de uma quadrilha que neste final de semana invadiu a sede da antiga sede do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), no km 249 da SP-300 Rodovia Marechal Rondon, para cometer um assalto. O local está em fase final de transição para alojar a Garagem Municipal de Botucatu.

O crime foi apresentado ao plantão permanente pelos agentes Machado e Barcaça da Guarda Civil Municipal e segundo aponta o Boletim de Ocorrência (BO), os marginais chegaram ao local na noite de sábado em um veículo Corsa e uma motocicleta, renderam dois vigias e uma faxineira que estavam no local no momento da invasão e anunciaram o assalto.

Após serem rendidos pelos marginais os funcionários foram amarrados e amordaçados, enquanto os marginais levaram grande quantidade de pneus novos (carro de passeio, trator e caminhão) e produtos hidráulicos (macaco), avaliados em, aproximadamente, em R$ 200 mil. Embora não tenha sido visualizado pelas vítimas, um caminhão teria sido usado para levar o material.

Na manhã desta segunda-feira os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), juntamente com a Polícia Militar e Guarda Municipal executaram vários mandados de busca e apreensão para deter pessoas suspeitas de terem participado do crime. Também não está descartada a possibilidade de os marginais serem de outra região.

O delegado titular da DIG, Celso Olindo revela que quando a polícia trabalha em uma investigação nenhuma hipótese pode ser descartada, inclusive os integrantes dessa quadrilha serem de outra região e terem vindos a Botucatu, exclusivamente, para cometer esse roubo, aproveitando o fácil acesso pela rodovia, já que eles não se preocuparam em ocultar os seus rostos. Diz que estão sendo ouvidas testemunhas para conseguir pistas que possam levar aos criminosos.

“Apuramos que um dos assaltantes se apresentou na portaria alegando que estava com problemas e precisava usar o telefone. Quando a portaria foi aberta outros dois comparsas apareceram e o vigia foi rendido.Posteriormente, mais um vigia e uma funcionária também acabaram rendidos”, conta Olindo, lembrando que as vítimas ficaram amarradas por cerca de três horas até conseguirem se soltar das amarras. “Para levar os objetos os marginais usaram um veículo de grande porte como um caminhão, que pode caracterizar que outras pessoas participaram do crime, mas tudo está sendo investigado”, acrescentou o delegado da DIG.

Foto: Valéria Cuter