Procurado por estelionato tenta cadastro em empresa

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) recebeu no início da tarde desta quinta-feira o representante de uma empresa da cidade (que pediu para que seus dado e os da empresa não fossem revelados) para reconhecer um cidadão identificado como um estelionatário chamado Edson Moreira de Souza Pinheiro, de 30 anos de idade, acusado de agir em agências bancárias lesando correntistas.

O representante dessa empresa alegou que manteve contato com esse cidadão dias atrás e ele se identificou como José Geraldo de Oliveira preenchendo um cadastro buscando representatividade para  vender produtos em São Paulo. O encontro se deu em um dos apartamentos nos predinhos do CDHU, na Vila Jardim. Foi nesse mesmo apartamento que a polícia localizou um documento de Pinheiro, mas ele não estava no local. Embora o cadastro tenha sido preenchido ele não chegou a trabalhar como representante da empresa.

O trabalho da DIG teve início quando uma vítima do acusado (J.E.R.,  de 64 anos), morador de Anhembi alegou que havia sido lesado em mais de R$ 8 mil em saques de sua conta. Salientou que dias atrás estava em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF), quando o acusado lhe ofereceu ajuda para sacar dinheiro e ele entregou seu cartão e a senha.

A vítima foi embora e só percebeu que havia caído em um golpe quando entrou no posto de gasolina Portal da Serra para abastecer e seu cartão foi recusado. Constatou, então, que (o cartão) havia sido trocado pelo cidadão que o tinha auxiliado.

O trabalho investigativo da DIG feito pelos policiais Marcos Franco e Vitor, com os delegados Celso Olindo e Geraldo Franco Pires, chegaram até Pinheiro, que foi reconhecido pela vítima através de uma foto.  O acusado está sendo procurado, por ter sido apontado de agir em outras agências bancárias, inclusive com uso de um dispositivo conhecido como chupa-cabras (que é colocado na boca do caixa eletrônico e copia a senha dos correntistas).

“Ele foi reconhecido e estamos fazendo o levantamento dos locais onde ele teria agido. Conseguimos sua foto e as pessoas que foram lesadas ou tiveram contato com esse cidadão pode nos procurar aqui na DIG”, disse Marcos Franco. “Ele não é de Botucatu, mas acreditamos que sua prisão é uma questão de tempo”, complementou o policial.