Preso em “saidinha” é executado a tiros na Vila Real

Fotos: Valéria Cuter

No final da tarde desta sexta-feira (25), por volta das 17h10 um cidadão chamado Marcos Pinto, de 36 anos de idade, conhecido como Quitão foi executado com vários tiros na garagem de casa de seus parentes na Rua Regente Feijó, que faz cruzamento a Rua José Candeias Júnior, na Vila Real.

Quitão que foi julgado e condenado a 30 anos de reclusão por um duplo assassinato e um homicídio tentado cumpre pena na Penitenciária de Bauru desde 2006 e também já esteve envolvido com o tráfico de entorpecentes, havia sido beneficiado com a saída temporária, conhecida como “saidinha” do Dia das Crianças e chegou a Botucatu na manhã desta sexta-feira e ficaria em liberdade na Cidade até o final da tarde de terça-feira (29) quando se apresentaria ? carceragem do presídio.

Segundo apurou a polícia dois elementos armados e encapuzados entraram pela lateral da casa (Rua José Candeias Júnior) que estava com o portão aberto e chamaram por Quitão. Quando este apareceu na porta da sala recebeu uma saraivada de balas de pistola 9 mm. Foram 36 tiros, sendo que 16 deles atingiram diferentes partes do corpo da vítima, principalmente, na cabeça. Após o crime os assassinos fugiram. Existe a suspeita de que uma terceira pessoa em um carro teria dado cobertura ao crime.

Na casa havia outras quatro pessoas e ninguém teve tempo de esboçar uma reação ou dar maiores detalhes das características dos assassinos. Os 36 estampidos seguidos foram ouvidos por vários quarteirões. “Pensei que alguém estava soltando rojões. O barulho foi muito forte”, disse uma vizinha que mora bem próxima ao local do crime e pediu a omissão do nome.

A Polícia Militar esteve no local com várias viaturas e efetuou patrulhamento pelas imediações do crime entrevistando moradores em busca de pistas que identificasse os assassinos. Também fez o isolamento da área para que a Polícia Técnica Científica executasse o trabalho pericial na cena do crime e recolhesse todas as cápsulas deflagradas.

Como foi um caso típico de execução sumária, a polícia está convicta de que o crime foi cometido por vingança. “O que podemos adiantar é que já temos uma linha de investigação a ser seguida e nomes de suspeitos. Acredito que nas próximas horas poderemos ter novidades”, disse o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Geraldo Franco Pires que não descarta a possibilidade de o crime ter ligação aos assassinatos cometidos por Quitão no passado. “Em uma investigação nenhuma hipótese pode ser descartada”, emendou o delegado.