Praça do Bosque é ponto encontro para programas sexuais

Um caso registrado pela Guarda Civil Municipal (GCM) que flagrou um empresário muito conhecido da cidade e um estudante praticando sexo na Praça Comendador Emílio Peduti, (Bosque), neste final de semana, mostra que um dos locais mais frequentados da Cidade durante o dia por pessoas de todas as classes sociais e etárias, se transforma, virtualmente, no período noturno. A mesma situação vive a Praça Coronel Moura – Paratodos, assim como outras praças, jardins e logradouros públicos da cidade.

Na ocasião deste flagrante dado no Bosque tanto o empresário que estava com o zíper da calça aberto e o estudante com a calça arriada foram encaminhados ao Plantão Permanente e liberados após prestar depoimento, mas deverão responder processo por prática de ato obsceno. A ação dos dois homens foi gravada em câmara de vídeo.

É comum perceber no período noturno (e muitas vezes durante o dia) pela extensão da praça, homossexuais, travestis e prostitutas passeando ? procura de pessoas para programas sexuais. E os atos acabam sendo praticados nos banheiros ou mesmo em locais mais ermos, ocultos pela vegetação do jardim.

Uma das vítimas, que vamos chamar de João (nome fictício), pois pediu a omissão no nome por ser contratado por uma firma de segurança, disse que na sexta-feira (22) ? tarde foi abordado no banheiro por um desconhecido que o convidou para fazer um programa. Segundo esta vítima, o cidadão era uma pessoa de aparência comum trajando calça jeans e camisa pólo azul.
“E eu estava de blazer com o logotipo de firma, mostrando que sou segurança e nem respondi. Na verdade, essas “cantadas” acontecem com muita gente, mas a grande maioria prefere deixar pra lá e evita denunciar. Eu mesmo não denunciei”, lembra.

De acordo com o comandante da Guarda Civil Municipal, Paulo Renato da Silva, frequentemente são feitas operações e abordagens na Praça do Bosque e em outras praças da cidade, inclusive com a retirada de andarilhos e mendigos que se embriagam e acabam gerando tumultos.

“Temos conhecimento de que esse problema existe e o patrulhamento é feito, mas não podemos deixar uma viatura durante a noite somente para cuidar da Praça do Bosque, nem podemos ficar abordando todo mundo que passa pela praça, que é um local público. E isso não acontece somente na Praça do Bosque, mas sim em outras praças e logradouros públicos da Cidade. Sempre que nossos agentes percebem pessoas suspeitas, imediatamente a abordagem é feita”, frisa Paulo Renato.

Seria interessante, prossegue o comandante da GCM, que as pessoas que observarem atos obscenos em locais públicos como praças, ligassem para a GCM para que o flagrante seja dado como foi o caso recente onde duas pessoas foram detidas. “Elas não ficaram presas, mas vão responder processo por crime de ato obsceno. Isso depois de passar pelo constrangimento de ter que relatar o fato ao delegado. O cidadão que passar informações ? GCM, não é identificada”, frisa o comandante.