Policial narra novos dados sobre caso Rio Bonito

A ocorrência registrada pela Polícia Militar (PM) na tarde do último domingo na Estrada Municipal Gentil Lourenção, do Rio Bonito Campo e Náutica carece de algumas explicações e outras denúncias chegaram contra um rapaz que teria causado estado de pânico entre moradores e rancheiros conduzindo um Pálio branco (e não um Fiesta como foi divulgado) em alta velocidade chegando a dar vários “cavalos-de-pau”.

Tenente PM Noronha salientou que existem versões diferentes do caso que está sendo investigado pela Polícia Civil para apurar o que, realmente, aconteceu. “Estivemos no local e entendemos que é preciso fazer uma apuração detalhada, ouvindo testemunhas que teriam presenciado tudo”, resumiu o oficial.

Ontem, o sargento aposentado da PM José Norival Martins, conhecido como Jacaré, umas das principais testemunhas do caso, alegou que muitas coisas ainda não foram explicadas. Diz que o rapaz foi irresponsável e poderia ter matado pessoas inocentes que estavam na rua. Conta que retornava com sua família para Botucatu quando o rapaz jogou o carro dele em cima do seu.

“Ele ia e voltava sempre em alta velocidade jogando o carro em direção das pessoas que estavam na rua. Chegou a bater contra um Cadete que estava estacionado. Ele causou um verdadeiro clima de terror entre moradores e ao lado dele havia uma mulher”, disse Jacaré.

Revela o policial que para deter o rapaz do Pálio, as pessoas que estavam na calçada atiraram pedras no carro, tentando fazê-lo parar e algumas (pedras) atingiram o rapaz. “Depois de gerar pânico por aquela via pública, ele retornou para a “prainha” e eu chamei a polícia”, lembra o policial que revelou um dado bastante grave.

“Quando a PM chegou quem estava no Pálio com a mulher não era a mesma pessoa que jogou o carro em cima de mim e de outras pessoas. Falo isso porque conheço o pai desse rapaz e houve uma troca. Ele vestiu uma camisa manchada de sangue e se passou pelo motorista, enquanto o outro que causou toda essa situação entrou em um carro Blazer que estava na “prainha” e foi trazido para Botucatu”, afirmou.

O policial diz, ainda, que quando chegou a Botucatu para ser testemunha percebeu que o Boletim de Ocorrência (BO) tinha sido feito como lesão corporal por causa de uma briga generalizada que houve no bar, onde a uma mulher (a mesma que estava no carro em alta velocidade) havia sido ferida com uma facada no braço, mas alega que desconhece quem a atingiu.

“Eu nem sabia que ele e a irmã tinham se envolvido em uma briga, antes. O meu caso é a maneira como ele atirou o carro em cima das pessoas em alta velocidade e a troca de motorista. É isso que precisa ser explicado”, colocou Jacaré.

O caso está sendo investigado pela equipe da 2ª Central de Polícia Judiciária, que deverá ouvir as pessoas envolvidas e arrolar testemunhas para que o caso seja elucidado.