Policiais do 12º BPM-I são homenageadas pelo CPI-7

Capitão Kátia; sargentos Heliana, Márcia e Cristiane; cabo Cláudia e soldados Encarnacion, Fernanda, Cristina, Silvia, Roseli, Amorim, Eliane, Aline, Angélica e Gislaine.

Foram estas as policiais femininas que pertencem ao 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, de Botucatu que receberam homenagem do Comando da Polícia da Sétima Região (CPI-7), que tem sede em Sorocaba, em homenagem aos 56 anos de criação da Polícia Militar Feminina em São Paulo, comemorada no mês de maio. A PF sargento Heliana recebeu homenagem de destaque regional.

O evento aconteceu no Teatro Municipal Teotônio Vilela, de Sorocaba com a presença de policiais dos sete Batalhões do CPI-7, que abrangem 79 municípios do Interior paulista. O Comando conta com, aproximadamente, 400 mulheres no efetivo, distribuídas nas mais diversas áreas da Polícia Militar. Cerca de 90% do policiamento feminino está na rua, em atividades operacionais.

A comandante do CPI-7, coronel Fátima Ramos Dutra, primeira mulher a exercer a função de comando no interior do Estado, recebeu as policiais femininas e convidadas. Juntas celebraram a participação efetiva da mulher na Instituição.

O evento teve início com um clipe enfatizando a presença da mulher na Polícia Militar. Em seguida a coronel Fátima Dutra tomou a palavra e fez uma palestra. Leu uma mensagem, agradecendo a presença de todos, ressaltando que “as mulheres na PM devem se protegidas pelos seus irmãos de farda”. Foi muito aplaudida ao encerrar seu discurso dizendo que espera uma futura comandante geral da Polícia Militar.

A seguir foi proferida uma palestra pela jornalista Simone Marquetto e apresentado o Coral Santa Cecília, só de mulheres, que, com várias músicas populares brasileiras, encantou a todos os presentes.

{n}Criação da Polícia Feminina{/n}

Em 12 de maio de 1955, o Estado de São Paulo criou o primeiro corpo policial feminino da América do Sul quando o então governador do Estado, Jânio Quadros, determinou, por meio de um decreto, que fosse criado o Corpo de Policiamento Feminino da Guarda Civil de São Paulo.

As mulheres policiais passaram, então, a atuar em postos de serviço, depois no policiamento de trânsito, nos batalhões de próprios e, por fim, participando do policiamento, lado a lado com os homens.

O trabalho e a competência foram abrindo caminhos e a participação da mulher foi ampliada a tal ponto que, em 1º de janeiro de 2000, o efetivo feminino atuava integrado operacionalmente em todas as atividades da Polícia Militar.

Questionada a respeito de mulheres que almejam seguir a carreira na PM, a comandante do CPI-7 não titubeou. “Entrei na Polícia Militar em 1983, por influência de meu pai, que já trabalhava como PM. Identificava-me com a carreira e desejava ser uma policial. Incrivelmente, não tive tantos percalços no meu caminho. A carreira é muito gratificante e ter a grande oportunidade de ajudar o próximo não tem igual. É uma excelente carreira”.

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