Policiais da DIG identificam estelionatário do Paraná

Um trabalho investigativo realizado pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil de Botucatu através da Delegacia de Investigações Gerais com os policiais Marcos e Vitor teve início em Botucatu e foi concluído em Curitiba, Paraná, com a identificação de um estelionatário que lesou um empresário botucatuense e é suspeito de ter praticado outros crimes em diferentes cidades brasileiras.

O início das investigações contra esse cidadão identificado como sendo Fernando Rodrigo de Almeida, que também usava codinome de Renato Júnior Pereira, começou quando ele encomendou quadriciclos ? empresa Acelera, que fica na Avenida Dante Delmanto, na Vila Paulista. Ele já havia comprado e recebido três veículos, utilizando cartão de crédito em nome de Renato Júnior Pereira. As compras foram feitas via internet nos meses de abril e maio. O comprador e vendedor só mantiveram contato telefônico.

O proprietário da Acelera suspeitou de que estava sendo enganado quando Fernando Almeida (no caso, Renato Junior) encomendou no mês de junho, o quarto quadriciclo e acionou a polícia. Desde então, foi montada uma operação para prender o acusado de estelionato. Com a participação da polícia foi “forjada” a compra e a entrega seria feita por um caminhão como nas três vezes anteriores. Porém, nessa viagem o veículo de carga não levava a encomenda, ou seja, o quarto quadriciclo. Na “cola“ desse caminhão viajaram os investigadores, por determinação do delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto e do titular da DIG, Celso Olindo. Chegando ao estado paranaense receberam o apoio de policiais civis de Curitiba.

“Na primeira entrega, o endereço dado foi em frente a uma igreja. Quando o caminhão chegou uma pessoa esperava e orientou o motorista que procurasse uma casa em uma determinada rua, que nem consta no mapa da cidade. Foi nessa casa que os três quadriciclos anteriores foram entregues e era aguardado o quarto. Por isso, quando chegamos ao local dispensamos e o caminhão e localizamos um dos veículos da empresa de Botucatu na garagem desta casa. Deslocamo-nos, então, para a casa vizinha com o intuito de pedir que a moradora fosse testemunha da operação policial. Para nossa surpresa um segundo quadriciclo estava guardado naquela casa”, lembra o investigador Marcos.

Os investigadores ligaram para o celular de Fernando, informando de que a polícia havia descoberto a farsa e ele deveria se entregar. Ele não negou a autoria dos crimes cometidos contra o empresário botucatuense e alegou que o terceiro quadriciclo já havia sido vendido. Compareceu ao 10º Distrito Policial (DP) de Curitiba e prestou depoimento ao delegado Alberto Francisco Caricatti que já trabalhou em Botucatu como investigador.

Confessou os crimes com naturalidade e sua maneira de agir é bem peculiar, segundo apurou os investigadores. Ele mantém contato, via internet, com empresários quando se interessa por algum produto e passa seus dados. Se o cadastro for aprovado fica com o produto e, evidentemente, não paga. Entretanto, se a resposta for negativa ele, simplesmente, procura por loja similar e tenta de novo.

Outra descoberta feita pelos investigadores de Botucatu é com relação ? namorada de Fernando Almeida. Ela se chama Débora da Cruz Figalo, mas também tem documento falso em nome de Débora Menezes Figalo. Os documentos são adquiridos de um falsificador do Paraguai. Após o depoimento Fernando Almeida foi liberado para responder o processo em liberdade, já que não foi caracterizado o flagrante.

“Trabalhamos vários dias neste caso e, felizmente, conseguimos chegar até o criminoso e recuperar dois dos três quadriciclos que foram comprados em Botucatu de maneira fraudulenta. Agora os investigadores da Polícia Civil do Paraná continuam o trabalho para apurar outros crimes que tenham sidos cometidos por esse cidadão e sua namorada”, frisou Vitor.