Polícia Rodoviária apreende 525 quilos de maconha

Fotos: Valéria Cuter

Mais uma vez o pedágio instalado no km 208 da SP-280 Rodovia Presidente Castello Branco, pista leste, município de Itatinga, foi palco de uma grande apreensão de drogas pela Polícia Militar Rodoviária de Botucatu na noite desta sexta-feira (17). Desta feita foram 525,998 quilos de maconha prensada e embalada em 605 “tijolos” com fita adesiva. A droga era personalizada e trazia um cavalo na embalagem.

Durante a Operação Impacto, em fiscalização conjunta com equipes de policiais das bases e do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), sob a supervisão do tenente Ricardo Maganha, foi abordada a carreta (bi-trem), modelo Volvo Nl/12 modelo 360, placas JMY-3574 de Mundo Novo, de Mato Grosso do Sul, tracionando os semi-reboques placas KEM-3660 e KEM-3690, ambos de Novo Mundo. Além do tenente Maganha, estiveram participando da operação o sargento Magalhães, cabo Honório e soldados Polo, Marcos, Valêncio, Ortiz e Passos.

Após fiscalização por parte dos policiais rodoviários, a maconha foi localizada em um fundo falso existente entre o chassi dos semi-reboques e o assoalho da carroçaria. Essa carreta era conduzida por Edson José de Souza, de 33 anos de idade, trazendo como passageira uma mulher chamada Jose Aparecida Woth, de 20 anos.

O motorista alegou que o caminhão não lhe pertencia e havia sido contatado em um posto de gasolina para deixar o veículo de carga em um terminal de carga na Cidade de Guarulhos. Não revelou a quantia que receberia para fazer essa entrega. Reconhece que sabia que a droga estava escondida no caminhão, mas isentou a mulher de culpa. “Eu apenas a convidei para viajar comigo, mas ela não sabia de nada. Fui contratado para levar o caminhão em Guarulhos e retornaria de ônibus a Mato Grosso”, garantiu.

O Boletim de Ocorrência (BO) foi confeccionado pelo delegado Paulo Buchignani da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) e o casal foi enquadrado em flagrante de crime de tráfico de entorpecentes, que imputa aos condenados uma pena que varia de 05 a 15 anos de reclusão.

Sobre a situação da mulher que alega não ter conhecimento da droga, o delegado foi taxativo: “Não compete ao delegado julgar (a culpa) e sim o juiz. Os indícios é que tinha conhecimento de que a droga estava sendo transportada no caminhão e, por isso, foi presa”, relatou Buchignani.

{n}Corredor do tráfico{/n}

Essa operação da Polícia Militar Rodoviária comprova o que o delegado titular da DISE, Carlos Antônio Improta Julião Filho relatou esta semana sobre as principais rodovias da região estarem sendo utilizadas como corredor do tráfico internacional de drogas. Somente nas últimas semanas, várias pessoas foram presas e cerca de duas toneladas de drogas foram apreendidas.

Julião Filho explica que o entorpecente que passa por Botucatu é fabricado em embalado em países da América do Sul. A maconha é oriunda do Paraguai que faz divisa com o Estado do Paraná. Já a cocaína é da Bolívia que faz divisa com o Mato Grosso do Sul. “A repressão teria que começar nos países de origem das drogas. Depois que entra no Brasil, apenas uma parte dela é apreendida e não chega ao seu destino”, destaca o delegado.