Polícia reconstitui homicídio ainda não esclarecido

Embora os acusados ainda não tenham sidos identificados a Polícia Civil de Botucatu realizou a reconstituição do assassinato de Jones Esmitt Batista (foto), de 34 anos, que aconteceu na primeira hora da madrugada do dia 13 de junho (sábado) deste ano na Rua Luiz da Silva, no Jardim Reflorenda.

De acordo com a descrição contida no Boletim de Ocorrência (BO), Batista estava na cama ao lado de sua mulher, chamada Renata, quando teria ouvido um barulho vindo do quintal. Ao levantar-se para ver o que era foi surpreendido por dois homens encapuzados e armados de revólveres que dispararam 11 tiros, sendo que seis deles atingiram diversas partes do seu corpo.

Quando os disparos começaram a vítima  teria usado a mulher de escudo para tentar conter a ação dos criminosos, mas acabou morrendo na cena do crime. Após consumar o assassinato, sem dar nenhuma chance de defesa à vítima, os dois atiradores sumiram e não foram identificados. Com isso, a reconstituição foi feita de acordo com a versão apresentada pela mulher.  

A reconstituição do crime ou reprodução simulada de um crime, muito comum em casos de homicídio, é  prevista no artigo 7º do Código de Processo Penal, com o objetivo de verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública.

No local a Polícia Técnica Científica elabora perguntas a respeito da dinâmica dos fatos às testemunhas indicadas pela autoridade requisitante que conduzirão a reprodução simulada dos fatos de acordo com as diferentes versões e tira fotografias para embasar a elaboração do laudo.  Durante a reconstituição detalhes são passados aos peritos para que possam elaborar o laudo que esteja mais próximo possível da realidade dos fatos.

Foto – Divulgação