Polícia Militar esclarece crime de assassinato

Fotos: Valéria Cuter

Numa operação dos policiais militares sargento Rosivaldo e soldados Alex e Angélica com o apoio do Tenente Malagute, cabos Oliveira e Paulino e Soldado Carvalho que teve início ? s 19 horas de sábado (12) e só foi concluída por volta das 12 horas desse domingo (13), foi esclarecido um crime de assassinato cometido contra o desempregado Ismael Lourenço Júnior, de 37 anos de idade, com a prisão dos três elementos envolvidos no crime. São eles: Francisco Pereira da Penha, o Ceará (33); Wellington Pereira de Araújo (35) e Cláudio Sérgio Tomazelli, o Claudinho (33).

Tudo começou quando os policiais em serviço de patrulhamento foram informados de que o corpo de uma pessoa que vivia perambulando pelas ruas da cidade como andarilho havia sido jogado ? beira do Ribeirão Água Fria, na região da Vila Ema. Os policiais fizeram uma varredura pelo local sem que corpo fosse localizado. Mas, novas comunicações sobre esse corpo foram feitas. Eles então, já durante a madrugada, se deslocaram até uma casa abandonada na Rua Petrarca Bacchi, Vila Ema, onde andarilhos costumam se reunir para ingerir droga e pernoitar.

Nesta casa estavam Francisco Penha e Wellington Araújo que ao serem inquiridos pelos policiais confessaram serem eles os autores do assalto, indicando Claudinho (que não estava na casa) como a terceira pessoa envolvida no crime. O sargento Rosivaldo destacou que eles se desentenderam e mataram Ismael Júnior com golpes de paus e socos. Depois o colocaram embaixo de um sofá velho a atearam fogo, porém não conseguiram destruir completamente o corpo.

“Eles enrolaram o cadáver parcialmente carbonizado em um cobertor e jogaram ? beira do ribeirão e colocaram pedras e mato por cima. Como havia chovido a enxurrada arrastou o corpo por cerca de 400 metros, até os fundos de uma chácara. Por isso tivemos tanta dificuldade em encontrar o cadáver”, conta Rosivaldo. “Eles também revelaram que mataram o Ismael, na madrugada de quarta para quinta-feira. Em consequência, o corpo estava em decomposição”, complementa.

Para tentar justificar as razões do crime Francisco Ceará alegou que Ismael teria furtado alimentos da casa e um televisor. “Ela fazia isso sempre e avisamos para ficar esperto. Ele vacilou e quando fomos falar ele partiu para a agressão e aconteceu (o assassinato). Já chegou a pegar coisas nossas para vender e comprar pinga. Era um folgado”, disse o homicida. Pela manhã a Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Barcaça e agente Jayme em trabalho de patrulhamento localizaram e deram voz de prisão a Claudinho.

No Plantão Permanente o delegado Lourenço Talamonte Neto ouviu a versão dos três envolvidos no assassinato pediu a prisão temporária para que o inquérito policial seja feito pela 1ª Central de Polícia Judiciária. Os três foram recolhidos ? Cadeia Pública de Itatinga, onde permanecerão até que sejam transferidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira Cesar, para aguardar o julgamento.