Polícia localiza corpo assassinado no Parque Real

Na manhã desta segunda-feira, os policiais militares Sinvaldo e Roma localizaram o corpo de um cidadão identificado como sendo Francisco Carlos Mendes da Cruz, de 35 anos de idade. O corpo em adiantado estado de decomposição estava em um local ermo de um bosque da mata nativa que fica atrás do Parque Real, de difícil acesso. Os policiais conseguiram encontrar o cadáver em razão de informações que foram passadas via 190, através de denúncia anônima.

“Na verdade havia informações, que já vinha de dias atrás, de que naquele local havia um corpo e a PM já havia feito vistoria, mas não conseguiu localizar. Na manhã de hoje recebemos informações mais detalhadas e isso fez com que chegássemos ao cadáver”, contou o soldado Sinvaldo.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) também esteve no local e iniciou o trabalho investigativo e colheu informações importantes que serão úteis para elucidar o caso. A polícia tem uma certeza: Mendes da Cruz foi assassinado.

“Estamos apenas iniciando o trabalho investigativo e seguindo algumas evidências que poderão nos fazer chegar ao autor do crime. Temos alguns nomes de suspeitos e acredito que nas próximas horas teremos o caso esclarecido”, previu o delegado titular da delegacia especializada, Celso Olindo.

A reportagem acompanhou a polícia até residência onde morava a vítima. Um dos parentes, que pediu para não ser identificado revelou que Mendes da Cruz, não morava mais naquela residência, mas frequentava a casa e sempre ameaçava sua companheira. Era dependente químico (viciado em drogas) e não foram raras ? vezes em que agrediu a mulher, fisicamente.

“Infelizmente ele escolheu o caminho das drogas e passou pela nossa cabeça que isso não iria terminar bem. Ele morava na rua e quando vinha aqui ameaçava todo mundo com uma faca, além de quebrar portas e janelas. Também ele costumava furtar objetos da casa para comprar droga”, conta essa testemunha.

Ainda segundo esta pessoa, ele trabalhava fazendo “bico” como servente de pedreiro, mas estava afastado do serviço recebendo Auxílio Doença, do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), já há alguns meses.

“Fazia um tempo que ele não estava trabalhando por estar afastado e gastava todo dinheiro que recebia para comprar drogas”, conta. “Foi esse o caminho que ele escolheu, mas espero que e polícia consiga descobrir quem fez isso. Embora estivesse numa situação muito complicada ele era um ser humano”, concluiu.

Fotos: Fernando Ribeiro