Polícia investiga caso de feto de 16 semanas que foi enterrado pelo pai

Fotos: Valéria Cuter

Através de uma denúncia anônima os policiais civis Marcos Franco e Vitor, juntamente com o inspetor Pimentel e agentes Celso, Pichinin, Lazarini e Rezende, da Guarda Civil Municipal (GCM), estiveram na tarde desta segunda-feira (28) num terreno baldio da Rua Reverendo Celso de Assunção, na Vila Assunção, ao lado da Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho, onde um feto de 16 semanas (11 centímetros) havia sido enterrado.

Nesse local um grupo de pessoas dependentes químicas (usuárias de crack) vive de maneira sub-humana em tubos de concreto e alguns deles são conhecidos nos meios policiais por prática de furtos para sustentar o vício. Os policiais detectaram que o feto era de uma mulher de 24 anos chamada Jéssica L.S. e foi enterrado no próprio terreno onde vivem pelo pai Izaias A.A., de 34 anos, sendo auxiliado por uma testemunha de nome Rodrigo A.B., de 31 anos, este não mora nos tubos.

A mulher relata que por volta das 23 horas deste domingo (27) estava com muita dor de dente e pediu um remédio para Rodrigo, que teria ido até sua casa, juntamente com Izaias (marido), apanhado um remédio branco e entregado a ela. “Pouco depois comecei a sentir dores na barriga e (o feto) acabou saindo”, contou a mulher.

Ao ver o feto Izaias o enterrou, ajudado pela testemunha, que se justificou. “Só fiz o buraco. Quem enterrou foi o pai”, disse. “Ele me procurou pediu ajuda porque a mulher estava com dor de dente e fui pegar o comprimido, que não sei o nome. Não sei o que aconteceu”, disse.

O pai disse que tentou se livrar do feto por medo. “Eu não sabia o que podia acontecer e fiquei com medo da polícia, por isso não falei nada. Me arrependi disso e o certo era ter avisado (a polícia) quando ela soltou (o feto). Ela costuma tomar álcool misturado com água para ficar bêbada. Não sei se foi isso ou se foi o remédio que o Rodrigo deu”, colocou Izaias.

A Polícia Técnica Científica também esteve no local e o caso foi registrado no Plantão Permanente. As investigações serão desenvolvidas pela equipe especializada da Delegada de Defesa da Mulher (DDM), para que o caso seja esclarecido. A mulher deverá passar pelo exame de corpo de delito e o feto submetido a uma necropsia.