Polícia faz reconstituição de assassinato na Vila Real

Fotos: Valéria Cuter

 

Na manhã desta quarta-feira (2) a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) realizou a reconstituição do assassinado de um cidadão chamado Marcos Pinto, conhecido como Quitão, ocorrido no dia 25 de outubro de 2013, na garagem de casa de seus parentes na Rua Regente Feijó, que faz cruzamento com a José Candeias Júnior, na Vila Real.

Quitão, julgado e condenado a 30 anos de reclusão por um duplo assassinato e um homicídio tentado cumpria pena na Penitenciária de Bauru desde 2006 e também já esteve envolvido com o tráfico de entorpecentes, havia sido beneficiado com a saída temporária, conhecida como “saidinha” do Dia das Crianças e chegou a Botucatu na manhã de sexta-feira (25) e ficaria em liberdade até o final da tarde de terça-feira (29) quando se apresentaria à carceragem do presídio.

Segundo apurou a polícia dois elementos armados e encapuzados entraram pela lateral da casa (Rua José Candeias Júnior) que estava com o portão aberto e chamaram por Quitão. Quando este apareceu na porta da sala recebeu uma saraivada de balas de pistola 9 mm. Foram disparados 36 tiros, sendo que 16 deles atingiram diferentes partes do corpo da vítima, principalmente, na cabeça. Após o crime os assassinos fugiram.

Um dos assassinos que foi identificado e preso participou da reconstituição relatando aos policiais os momentos que antecederam o crime e a maneira como foi cometido. Trata-se de Fabiano Souza Silva, que também é apontado como autor do assassinato de Edivaldo Ferreira Cardoso, conhecido como Pucão.

Findada a reconstituição, Fabiano Silva falou à reportagem que participou do crime acompanhado de um companheiro alcunhado de “Tico”, que segundo ele mora em São Paulo. “Eu tinha umas “treta” com o Quitão porque ele agrediu minha mãe e prejudicou amigos meus, “tá” ligado?  O Tico também tinha bronca dele. Ficamos sabendo da saidinha e fomos até a casa onde ele estava e fizemos o serviço. Não estou arrependido por que o Quitão matou e prejudicou muita gente”, disse o acusado.

A reconstituição do crime foi cercada por forte esquema de segurança, com viaturas da Polícia Civil, Militar e Guarda Municipal, já que havia suspeitas de que pessoas ligadas a Quitão poderiam tentar um assassinato. “A ação foi reforçada, mas não observamos ninguém em atitude suspeita, mas com certeza havia “olheiros” acompanhando nosso trabalho”, deduziu o delegado Geraldo Franco Pires. “Agora o trabalho está voltado para capturar esse segundo elemento que participou do crime”, complementou.

Imagens  do Crime