Polícia está próxima de esclarecer sequência de roubos

O trabalho conjunto entre as forças de segurança da cidade formada pelas polícias Civil e Militar e Guarda Civil Municipal (GCM) está bem perto de identificar os autores dos roubos à mão armada registrados em Botucatu no último final de semana de feriado prolongado do Dia das Crianças/Nossa Senhora Aparecida.

Os assaltos foram praticados em pontos diferentes da cidade, ou seja, açougue instalado na Rua Agenor Nogueira, no  região do Jardim Bom Pastor;  loja de materiais elétricos e hidráulicos na Avenida Floriano Peixoto;  drogaria na Avenida Leonardo Villas Boas,  Vila Nova Botucatu;  e um transeunte pela Rua Curuzu, região central da cidade.

Os crimes estão sendo esclarecidos após a Força Tática da Polícia Militar  com o sargento Francisco e cabos Wilson,  Gonzaga e Douglas, em ação na Rua Antonio Sabino Santa Rosa, região da Vila Santana,  prender  Regino Romualdo da Silva Neto, de 42 anos, conhecido como Gino,  com uma ficha criminal onde constam crimes como homicídio (artigo 121),  receptação (180) e roubo (157).

Os policiais realizavam patrulhamento por aquela região da cidade quando visualizaram Regino Filho em um carro Fox, produto de um roubo cometido em Sorocaba em 2013, e entrou rapidamente em  um bar quando percebeu a viatura. Ele foi seguido e ao apresentar seus documentos pessoais constatado que tratava-se de um cidadão condenado por homicídio e roubo,  cumprindo pena na Penitenciária  de Porto Feliz, mas estava em liberdade beneficiado pela  saída temporária (saidinha) do Dia das Crianças.

“Esse cidadão que é de Botucatu trouxe esses marginais da região de Sorocaba. Eles estavam presos na mesma penitenciária e conseguiram o benefício da saída temporária. Já na saidinha do Dia dos Pais, em agosto, esse mesmo cidadão foi apontado como suspeito de estar envolvido em outros dois roubos. As investigações estão bem encaminhadas e acreditamos que nas próximas horas os roubos estarão esclarecidos”, previu o delegado Geraldo Franco Pires (foto), da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

O chefe de Operações Especiais da Polícia Militar de Botucatu, major José Semensati Júnior,  relata que  nessas datas em que ocorrem as saidinhas a tendência é de aumento à criminalidade. “São marginais que vêm de fora ou aqueles da cidade que cometeram crimes diversos em Botucatu e estão cumprindo pena em presídios espalhados pelo Estado. Sempre nessas épocas a polícia fica em alerta”, disse o oficial da PM.

 

Saída temporária

Vale lembrar que a saída temporária acontece em datas distintas do ano: Natal/Ano Novo; Páscoa; Dia das Mães; Dia dos Pais, Dia das Crianças e Finados e de acordo com o que está especificado na Lei de Execuções Penais (LEP), nesse período em que recebem a liberdade provisória, os beneficiados não podem frequentar bares, lanchonetes e boates, entre outros. Viagens não informadas à direção do presídio também estão proibidas. Quem for flagrado desrespeitando as regras, além de voltar para sua cela, perde o direito ao regime semiaberto e cumprirá a pena em regime fechado.

Para ter direito ao benefício, o detento deve ter cumprido no mínimo um sexto da pena se for réu primário, ou um quarto se reincidente; ter bom comportamento; residência fixa confirmada e não ter evadido em ocasiões anteriores. É obrigatório permanecer no endereço informado e sair de casa somente no período compreendido entre 6 e 18 horas munido com documentos pessoais e da liberação.

Dados da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) revelam que não são todos os presos que retornam no dia e horário determinados pela carceragem. As evasões em São Paulo ficam em torno de 10%. Isso significa que a cada 1.000 presos colocados em liberdade temporária, aproximadamente, 100 deles não retornam e entram para a lista dos procurados da Justiça.