Polícia Civil reconstitui assassinato no Santa Maria I

Na manhã desta quarta-feira a Polícia Técnica e Científica, assim como policiais civis de Botucatu, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar (PM), realizaram a reconstituição do assassinato, ocasionado por acidente de trânsito, na manhã do último dia 14 de agosto, na Rua Ana Vieira (antiga Rua 2) na região do Bairro Santa Maria I, ocasião em que um rapaz de 28 anos de idade chamado Adriano Antônio da Silva foi assassinado. O trabalho foi coordenado pelo delegado Antenor de Jesus Zeque.

Consta no relatório policial que Adriano Silva estava conduzindo um Passat pela Rua Vicente Ventrella, levando sua esposa Beatriz como passageira quando perdeu o freio do veículo que bateu lateralmente (abalroamento) contra um Monza que tinha no volante o industriário Jonas Braga Albuquerque, de 45 anos, que estava ao lado de sua mulher Karina.

Em razão do acidente os dois homens passaram discutir e acabaram entrando em luta corporal. O irmão de Adriano chamado Rodrigo Antunes da Silva, de 20 anos, ao visualizar o entrevero, saiu em seu socorro e usando um pedaço de madeira (para fazer cerca), passou a agredir Jonas Albuquerque.

Vendo-se em desvantagem, Jonas saiu correndo, chegou até sua a casa na Rua José Genoíno (antiga Rua 1) e como estava sem as chaves teve que arrombar a porta da sala para poder entrar e pegar um revólver calibre 38. Encontrou os dois irmãos na Rua Ana Vieira e passou a disparar a arma dando vários tiros. Um deles atingiu cabeça de Adriano Silva, na altura do nariz, que caiu no asfalto.

O irmão que o acompanhava fugiu entrando em um matagal. O autor dos disparos desapareceu levando consigo a arma do crime. Ferido, gravemente, Adriano Silva foi conduzido ao Pronto Socorro (PS) da Unesp de Botucatu, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer logo após dar entrada ao hospital. O autor do crime fugiu e se apresentou dias depois ao lado de seu advogado Luiz Américo do Nascimento para dar sua versão dos fatos.

Passo a passo o indiciado relembrou cada momento que antecedeu os disparos desde ao acidente até sua fuga para um matagal onde permaneceu por várias horas. O irmão da vítima Rodrigo Silva também compareceu e mostrou seu lado da história. Em vários momentos a versão dada por Jonas Albuquerque foi diferente daquelas fornecidos pelo irmão da vítima. “Por isso é que a reconstituição do crime é importante. Ela pode nos revelar detalhes que nos ajudam na conclusão do inquérito”, disse o delegado Antenor Zeque.

Para Jonas Albuquerque a reconstituição foi importante para que pudesse relatar os motivos do crime. “Não precisava acontecer nada daquilo e a gente poderia ter resolvido o acidente ali mesmo, sem chegar ao ponto que chegou. Mas ele passou a me agredir e ameaçou agredir minha mulher. Depois veio o irmão e os dois começaram a me espancar com um pedaço de pau de cerca e uma chave de roda de carro. Fui para minha casa apanhei a arma e retornei para a rua para defender a minha mulher. Minha intenção era assustar, não era matar ninguém”, garante Albuquerque.

Já o irmão da vítima (Rodrigo) que participou de todo entrevero não concorda com a versão. “Não foi isso que aconteceu”, diz. No seu relato foi Albuquerque quem começou tudo e após o acidente desceu do carro e desferiu um soco contra o rosto do seu irmão. “Aí começou tudo. Como meu irmão era mais fraco estava levando desvantagem, fui ajudar. Ele correu para sua casa e voltou armado e atirou contra meu irmão. Corri senão seria morto também”, conta.

{n}Fotos: Valéria Cuter

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