Polícia Civil incinera 173 quilos de cocaína e 240 de maconha

Quase meia tonelada de drogas entre maconha e cocaína foi destruída na tarde desta quinta-feira pela Polícia Civil de Botucatu, no forno de incineração da Unesp. Um forte esquema de segurança foi montado para transportar a droga até o local. Foram incinerados, no total, 173 quilos de pasta de cocaína pura e 240 quilos de maconha.

A incineração contou com o aparato dos investigadores da Polícia Civil e apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), do acompanhamento dos peritos da Polícia Técnico Científica, Carlos Alberto Machado, Daiane Janis Vieira e Nancy Silvério, além do promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, que acompanhou todo o processo representando o Ministério Público.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) Carlos Antônio Improta Julião Filho, essa droga depois de “batizada” (com adição de outros componentes para aumentar o peso), teria (para a venda ao usuário) o peso duplicado e até mesmo triplicado. “Isso é muito comum. O traficante recebe o produto (puro) e adiciona outros ingredientes. No mínimo, duplica a droga para aumentar seu lucro”, relata Julião Filho.

O delegado aponta um dado interessante que vem nas embalagens da droga, como se saíssem da linha de produção de uma empresa. “É como se fosse uma marca de fábrica. É uma personalização do produto, utilizada por quadrilhas especializadas que agem no Brasil. Essa droga que foi aprendida estava em formato de tabletes ou tijolos para facilitar o transporte em veículos que trafegam pelas rodovias da região por onde os traficantes podem chegar a diferentes estados brasileiros”, comenta o delegado da DISE.

Ele revela que quando a droga é apreendida em operações da Polícia Civil, Militar ou Guarda Civil ela é guardada em um local seguro onde poucas pessoas têm acesso, até que haja a autorização da Justiça para que a droga seja destruída. “Essa droga fica armazenada em um local seguro, até que a Justiça determine sua destruição. Não existe uma data específica para que isso aconteça”, revela Julião.

Ressalta o delegado que quando o volume de droga aumenta é solicitada ao juiz a autorização para fazer a incineração. “Isso pode ser feito três, quatro, cinco, ou mais vezes durante o ano. Depende do montante da droga que for apreendida e tudo é minuciosamente conferido pela Polícia Técnica e Promotor Público que acompanham nosso trabalho”, concluiu Julião.

Fotos e vídeo: Quico Cuter e Valéria Cuter