Polícia Civil identifica assassino da Vila Jardim

Fotos: Luiz Fernando

A Polícia Civil de Botucatu através de um trabalho da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu na manhã desta terça-feira (14) o azulejista Emerson de Oliveira, de 36 anos de idade, que na semana passada assassinou Vinícius Ricardo Adauto, de 26 anos, conhecido como “Magrão”.

O corpo de Adauto foi encontrado em adiantado estado de decomposição na manhã do último dia 9 em um bosque de mata fechada no final da Rua Germino Daltin, região da Vila Cidade Jardim, nas proximidades dos blocos dos “predinhos” do CDHU. Cadáver foi localizado pela Guarda Civil Municipal (GCM), acionada por uma testemunha que passou pelo local e sentiu um forte mau cheiro.

O corpo estava enterrado somente com a cabeça de fora e ao ser retirado foi constatado que havia dentes e costelas quebradas, assim como estava com traumatismo craniano, caracterizando assassinado por espancamento. No local também compareceram os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Corpo de Bombeiros e Polícia Técnica Científica.

No dia dos fatos, enquanto era feito o resgate do corpo, a mãe de Vinícius Adauto, uma senhora chamada Rosângela havia procurado a polícia e relatou ao delegado Celso Olindo que o filho, no caso Vinícius Adauto, que é usuário de drogas, estava desaparecido há mais de três semanas e vinha com freqüência ? Vila Jardim. Passou alguns dados como tatuagens, altura, cor dos olhos e cabelos, roupas, etc. Foi esse o primeiro passo da linha de investigação.

“Nos primeiros contatos com testemunhas recebemos a informação de que o principal suspeito (Emerson) estaria com uma das mãos enfaixadas e se envolvido em uma discussão com a vítima (Vinícius Adauto). Fomos fazendo o cruzamento de dados e chegamos a elucidação do crime”, comemorou o policial Afonso, que deu voz de prisão ao acusado.

Na delegacia, Emerson de Oliveira, que já é avô e tem na ficha criminal outro caso de homicídio, em entrevista ao {n}Acontece{/n} revelou os motivos que o levaram a assassinar Adauto e como fez para ocultar o corpo, que estava mais de 100 metros do local do crime.

{n}Acontece – Você confirma que matou o Vinícius?
Emerson –{/n} Foi. Ele foi vacilão e “tava” aprontando na Vila (Jardim), fazendo casas (furtando) pra comprar droga. Chegou a levar uma bicicleta minha. Ele mora no Bairro Alto, mas veio aprontar aqui e encontrou o dele!

{n}Acontece – Como foi que você matou?
Emerson {/n}- Fui tirar satisfação da bicicleta e ele não gostou. Foi até minha casa com um cabo de machado e me deu pauladas na cabeça, no braço e na mão (mostra o ferimento).

{n}Acontece – E você se vingou?
Emerson -{/n} Foi! Peguei o mesmo cabo de machado e bati nele, também.

{n}Acontece – E como levou o corpo até o mato?
Emerson{/n} – Primeiro deixei ele em casa. Depois, de noite, arrastei até o rio

{n}Acontece – Ficou com o cara morto na sua casa?
Emerson {/n}- Foi! Moro sozinho e esperei a noite para arrastar ele no pasto até o mato.

{n}Acontece – Fez isso sozinho?
Emerson {/n}- Sozinho, sim!

{n}Acontece – E enterrou?
Emerson {/n}- Joguei num buraco que tinha lá e “meti” terra por cima. Depois fui pra minha casa que fica perto dali.

{n}Acontece – Como soube que o corpo havia sido encontrado?
Emerson {/n} – Moro na Rua Germino Daltin e acompanhei tudo. Vi a polícia, vi a movimentação dos vizinhos, vi você (repórter) conversando com a mãe do cara (Vinícius). Vi tudo e fiquei na minha.

{n}Acontece – E agora?
Emerson{/n} – Não tem jeito, vou ter que pagar

{n}Acontece – Boa sorte!
Emerson{/n} – “Brigado”

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Fotos: Valéria Cuter