PM reformado é condenado a 12 anos de prisão

Foto: David Devidé

O sargento reformado da Polícia Militar, Adão Vanderlei dos Santos, de 55 anos de idade, foi julgado nesta quinta-feira (20) no Fórum de Botucatu e condenado a uma pena de 12 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. A pena foi proferida pelo juiz presidente do Tribunal de Júri de Botucatu, Marcus Vinicius Bachiega, depois que o Conselho de Sentença formado por quatro mulheres e três homens optaram pela condenação.

Durante o julgamento representou o Ministério Público (MP) o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, que pediu a condenação acatada pelos jurados. Na defesa do réu trabalharam três advogados de São Paulo: Jeferson Badan, Renato Sidnei Périco e Alfredo Roberto Fere.

Adão Santos foi denunciado como autor do homicídio tentado cometido em setembro de 2012 contra sua mulher Roselei Aparecida de Oliveira, de 48 anos, na Rua Jacob Gloor, no Bairro Santa Terezinha, na Cidade de Pardinho, onde o casal morava. Na ocasião, o casal entrou em discussão e o homem teria disparado cinco tiros contra a mulher usando um revólver calibre 38. Os disparos foram ouvidos por uma testemunha que passava em frente ? casa e acionou a Polícia Militar (PM).

Estiveram no local os soldados Renato e J.Silva e encontraram a mulher desfalecida e ela foi encaminhada ao hospital da Cidade, onde foi detectado que estava com três perfurações ? bala na região abdominal e uma na perna. Um quinto disparo atingiu sua mão direita, de raspão. Em consequência da gravidade dos ferimentos, teve que ser conduzida ao Pronto Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), permanecendo sob observação médica por vários dias.

No mesmo dia do crime o policial foi interrogado pelo delegado Marcelino Aparecido Ferreira, mas usou o seu direito de permanecer calado para não juntar provas contra si e acabou indiciado em flagrante de tentativa de homicídio e posse ilegal de arma e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, onde ficam policiais que estão respondendo acusações de crimes na Justiça.