PM que baleou rapaz não será afastado das funções

 

Foto – Divulgação

 

Como não podia deixar de ser a morte Paulo Henrique de Souza Brito, de 21 anos, depois de entrar em luta corporal com um policial militar que estava numa ação de abordagem a um grupo de pessoas no  cruzamento das ruas Paleológe Guimarães com a Luciano Lunardi, na Vila Ferroviária, na noite de terça-feira,  foi o grande tema das redes sociais.

Esse policial que esta semana passará por uma avaliação psicológica de praxe, antes de voltar ao patrulhamento ostensivo deu sua versão dos fatos alegando tiro acidental, assim como testemunhas que presenciaram o entrevero. Ele não será afastado e deverá retomar suas funções nos próximos dias.  Mesmo assim responderá a um processo administrativo a ser aberto pelo comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPMI), assim como um inquérito na esfera da Polícia Civil.

A versão relata que Paulo Henrique ficou irritado com a ação policial quando os mesmos pediram que se posicionasse para que também fosse revistado. Entretanto, ele teria desrespeitado a ordem,  dando um soco no rosto de um dos policiais e tentado tirar a sua arma. Na disputa pela pistola, esta disparou e o projétil calibre .380 atingiu a virilha do rapaz e transfixou a artéria femural, ocasionando uma grave hemorragia.

Levado ao Pronto Socorro do Hospital das Clínicas (PSHC) da Unesp pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ele foi atendido pela equipe do doutor Fernando Zambonini, que tentou salvar sua vida por cerca de 40 minutos, ininterruptos, usando várias bolsas de sangue, mas o sangramento não cessou e ele acabou falecendo. Segundo consta,  Paulo Henrique era dependente químico e tinha passagens  por furto e roubo.