PM prende rapaz condenado a mais de 16 anos de prisão

Fotos: Luiz Fernando

Os policiais militares sargento Laudo e soldado Luiz Alberto efetuaram na tarde desta terça-feira (6) a prisão de um cidadão chamado Eliel Rogério Bernardes, de 36 anos de idade, conhecido como Rogerinho, que foi condenado a 16 anos e dois meses de reclusão em regime, inicialmente, fechado por duplo homicídio, em julgamento ocorrido no dia 25 do mês passado. A particularidade é que ele não compareceu ao julgamento.

A prisão foi efetuada quando os policiais realizavam o patrulhamento preventivo/ostensivo pela Rua 06 no Residencial Maria Luiza. “Quando localizamos o Eliel, percebemos que mudou seu comportamento, despertando suspeitas. Na abordagem nada de ilícito foi encontrado, mas fazendo o levantamento de seus antecedentes criminais detectamos que ele estava condenado a mais de 16 anos e constava como foragido”, comentou o sargento Laudo.

Depois de ser encaminhado ? Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e prestar depoimento ao delegado Celso Olindo, o condenado foi recolhido ? Cadeia Pública (transitória) de Itatinga e nas próximas horas deverá ser escoltado até uma penitenciária do Estado, para que possa cumprir a pena que lhe foi imposta pela Justiça.

{n}O crime{/n}

Eliel “Rogerinho” Bernardo foi julgado e condenado por participação em um duplo assassinato cometido na noite do dia 15 de março de 2005, na Rua General Telles, nº 3011, Bairro do Lavapés. Consta na denúncia que no dia dos fatos Rogerinho foi até a casa de um rapaz chamado Vanderson de Oliveira Lima, o Andinho, para cobrar uma dívida de drogas, mas o devedor não tinha dinheiro.

Rogerinho, então, levou dois telefones celulares como parte do pagamento da dívida. Porém, no dia seguinte, Rogerinho, em companhia de Leonardo Murales, conhecido como Leonardinho ou Leo, voltou a cobrar a dívida. Houve discussão e Rogerinho disparou três tiros contra o desafeto levando-o ? morte.

O crime foi presenciado por uma testemunha de nome Márcio Ferreira, o Marcinho, que também acabou assassinado, para não revelar a autoria do crime ? polícia. Meses depois desses crimes, Leonardo Murales também foi assassinado na Cohab I. Desta feita não foi confirmada a participação de Rogerinho. Com isso, das quatro pessoas que se envolveram nesse episódio, apenas Rogerinho está vivo e foi julgado.

Rogerinho foi condenado pelo Conselho de Sentença formado por sete pessoas da sociedade botucatuense (6 homens e uma mulher) num julgamento presidido pelo juiz Marcus Vinicius Bachiega. Como representante do Ministério Público esteve o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino e na defesa do réu, atuou o advogado Edson Coneglian, que teve o trabalho em plenário prejudicado pela ausência do réu.