PM prende dupla que assassinou mulher na Vila Mariana

Fotos: Valéria Cuter / divulgação

 

Um trabalho sincronizado da Polícia Militar (PM) deflagrada nesta terça-feira com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) resultou no esclarecimento de um homicídio ocorrido na madrugada do último sábado, na Rua 21 de Abril, na Vila Mariana. Estiveram na operação o tenente Danilo, sargento Paulo, cabos Contessotto, Bianchi e Rocha e os soldados Moreno, Alex, Conti, Salvador, Castanho e Rodrigo.

Tudo começou com uma informação passada, via 190,  ao Comando Operacional da Polícia Militar (Copom), sobre um corpo em início de putrefação e com mau cheiro, semi-enterrado no quintal da casa. Chegando ao local os policiais detectaram que se tratava de uma mulher, identificada como Patrícia Corvino, de 28 anos, conhecida com Patricinha e que estava sendo procurada.  O corpo foi localizado com várias perfurações e com a garganta cortada, caracterizando um crime bárbaro com requintes de crueldade. 

Realizando averiguações com testemunhas que conheciam o cotidiano da vítima, os policiais chegaram aos autores do crime: Paulo Henrique Batista Farias, o Chicão, e Marcos Aparecido Silva, o Marcão, com 22 e 46 anos, respectivamente. “Com o nome dos suspeitos as equipes se dividiram e fizeram buscas em locais onde os dois costumavam freqüentar. Obtivemos êxito na prisão e eles confessaram a autoria do crime”, comentou o tenente Danilo.

Em entrevista ao Acontece Paulo Farias, salientou que os três estavam na casa fazendo uso de drogas, quando se desentenderam e passaram a discutir. “O Marcão deu uma garrafada na cabeça dela e ela apagou. A gente pensou que tinha morrido e ele deu mais pedradas no rosto dela e enfiou um ferro na barriga dela umas três vezes. Depois cortei a garganta dela, enterramos o corpo no quintal mesmo e fomos embora. Fiz aquilo porque estava “nóia” (drogado), depois bateu o arrependimento. A gente poderia ter acertado tudo "na moral" sem fazer isso, mas aconteceu”, disse.

Os dois acusados foram conduzidos a 2º Central de Polícia Judiciária, onde acabaram enquadrados em crime de homicídio e recolhidos à Cadeia Pública de Itatinga. Futuramente, deverão ser submetidos ao clivo de um júri popular em julgamento a ser realizado no Tribunal do Fórum de Botucatu.