PM apreende 840,6 kg de maconha e 6,8 kg de haxixe

Fotos: Valeria Cuter

Uma operação conjunta deflagrada pelo Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Militar Rodoviária e comando de Força Tática do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I), de Botucatu, na SP 280 Rodovia Presidente Castello Branco, resultou na apreensão de 840,6 kg de maconha e 6,8 kg de haxixe. A ação policial se deu no km 208, município de Itatinga, onde está instalado o pedágio.

Durante a operação os policiais interceptaram o caminhão “boiadeiro” (para transporte de gado), Mercedes Benz L-1218, placas HSA-6347, de Coxim, Mato Grosso do Sul. Na vistoria perceberam que o veículo tinha um fundo falso no assoalho da “gaiola” do caminhão, onde estava acondicionada a maconha dividida em centenas de tabletes (tijolos) e o haxixe (quatro tabletes).

No caminhão viajavam o carreteiro Mauro Lacerda, de 66 anos de idade e seu filho que é vigilante bancário, Mauro Lacerda Filho, de 34 anos. Ambos receberam voz de prisão em flagrante e não tiveram tempo de esboçar nenhuma reação. Alegaram que vinham de Presidente Prudente e haviam sido contratados para levar o caminhão até São Paulo.

“Foi um operação coroada de êxito e conseguimos tirar de circulação quase uma tonelada de droga, que daria para fabricar, aproximadamente, 200 mil porções para venda ao usuário”, comentou o tenente do policiamento rodoviário Ricardo Maganha. “Essa droga estava de passagem e não ficaria na região. Felizmente, conseguimos fazer a interceptação e dar um prejuízo de mais R$ 350 mil aos traficantes, sem falar das prisões em flagrante de dois envolvidos”, complementou o comandante do policiamento de Força Tática do 12º BPM-I, tenente Cagliari.

O Boletim de Ocorrência (BO) foi confeccionado pelo delegado Paulo Buchignani, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu e que também responde pela delegacia de Itatinga. “Essa droga será apreendida e guardada em local adequado para que seja incinerada. Os dois homens (pai e filho) que conduziam o caminhão foram enquadrados em crime de tráfico de entorpecentes. Investigações serão feitas para detectar a origem desse entorpecente”, disse.

Participaram da operação os patrulheiros rodoviários tenente Maganha, sargentos Pádua e Vendrametto e soldados Polo, Lima, Cristiano, Ribeiro e Correa e os policiais militares capitão Aleksander, tenente Cagliari, sargentos Francisco e Doni, cabo Fernando e soldados Winckler, Wilson, Edilton, Carlos Alberto e Cardoso.

{n}“Gaiatos”{/n}

Na delegacia os dois acusados de tráfico de entorpecentes contaram á reportagem a mesma história que não convenceu os policiais que estiveram envolvidos na operação no momento da prisão. Alegaram que entraram de “gaiatos” na história e não tinham conhecimento de que o caminhão estava “recheado” de maconha.

“Eu estava em um posto de gasolina em Presidente Prudente quando fiquei sabendo que um homem estava procurando um motorista que conhecesse São Paulo para levar um caminhão. Me identifiquei e fechamos o acordo em R$ 2 mil. Eu levaria o caminhão para São Paulo, deixaria no posto que ele indicou e retornaria a Presidente Prudente de ônibus”, relatou. “O dinheiro também seria para pagar as despesas de pedágios e alimentação”, disse.

Lacerda também justificou a presença do filho ao seu lado no caminhão. “Como a viagem era longa pedi que meu filho viesse comigo. Ele é vigilante bancário e está afastado do trabalho recebendo auxílio doença. Queria ganhar um dinheiro extra e compliquei a mim e a meu filho. Por tudo que aconteceu será muito difícil provar que não tenho nada a ver com isso”, reconheceu.