Pescador vai a julgamento por crime de assassinato

Um crime de assassinato ocorrido na noite do dia 19 de maio de 2004, por volta das 20 horas, na Rua Gentil Lourenção, região do Rio Bonito Campo e Náutica, será julgado nesta quinta-feira (18), a partir das 9 horas, por um júri popular composto por sete pessoas (entre homens e mulheres) da sociedade botucatuense. O juiz presidente Marcus Vinicius Bachiega irá coordenar os trabalhos do júri e o Ministério Público será representado pelo promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino.

Na ocasião, sentar-se-á no banco dos réus, o pescador José Mecias Ferreira de Souza, de 41 anos de idade, que será defendido pelo advogado criminalista Roberto Fernando Bicudo. Ele foi denunciado pela Promotoria Pública como autor do homicídio contra Orivaldo Ferraz Bueno.

De acordo com o que descreve a denúncia, José Mecias estava em uma casa com alguns amigos e quando saiu percebeu que sua caminhonete não estava no local onde havia estacionado. Com os amigos passou a procurar o veículo e o encontrou batido numa cerca de arame farpado, no momento em que uma pessoa (Orivaldo) estava saindo da cabine.

Como estava escuro ele teria disparado cinco tiros em direção a Orivaldo com uma pistola calibre .380. Em seguida, percebendo que o homem havia desaparecido, apanhou sua caminhonete e foi embora e não teria se preocupado em ir atrás do suposto ladrão. Entretanto, um dos tiros atingiu a veia femural da coxa esquerda da vitima que ainda conseguiu correr por alguns metros, mas veio a cair numa área de pasto e morreu por hemorragia.

Em seu depoimento José Mecias relatou que só ficou sabendo que um corpo havia sido encontrado no local onde havia disparado os tiros no dia seguinte. Temendo ser preso foi até Rio Claro, procurou orientação com um advogado e se apresentou dias depois em Botucatu e, desde então, vem respondendo ao processo em liberdade. Segundo ele, a arma utilizada no crime foi atirada no rio e não foi recuperada.

“Em momento algum o José Mecias atirou para matar o Orivaldo. Ele deu os tiros em direção ao chão para assustar aquele que havia furtado sua caminhonete. Tanto é verdade que apenas um dos tiros atingiu a região da coxa, na veia femural e a vítima acabou falecendo. Ele agiu em legítima defesa do patrimônio”, colocou o advogado Roberto Bicudo.