Pedreiro encontrado morto pode ter sido assassinado

O caso do encontro do cadáver do pedreiro Lincoln Willian Kraus, de 31 anos de idade, por volta das 7 horas desta sexta-fera (24) em uma estrada de terra que dá acesso a Rodovia Alcides Soares entre o Distrito de Vitoriana e a ponte do Rio Capivara (ou Capivarinha) está sendo trabalhado pela equipe de policiais especializados da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

O corpo foi encontrado por uma testemunha e estava com marcas de pneus nos braços e pernas indicando um possível atropelamento. Entretanto, um ferimento na cabeça e um cadarço de tênis amarrado em seu pescoço faz a polícia acreditar na hipótese de assassinato. Também a posição em que o corpo ficou, gera a suspeita de que poderia ter sido jogado (desovado, no dialeto policial).

No local estiveram os policiais militares Fátima e Oliveira, os delegados Celso Olindo e Marcos Mores e os policiais Marcos Franco e Jofre, assim como a Polícia Técnica Científica. A Funerária do Sistema Prever transportou o corpo até o Instituto Médico Legal (IML) para ser feita a necropsia para que seja elaborado um laudo técnico que irá indicar em que situação a morte do pedreiro ocorreu.

A família do pedreiro que trabalhava com seu pai em Botucatu e já havia morado em Vitoriana, na Rua José Bissacot, não acredita que a morte tenha sido acidental. Dizem que Kraus costumava pescar naquela região do município, mas nunca ia sozinho e nenhum indício foi constatado de que tivesse ido para aquele lugar praticar a pesca. “Ontem (quarta-feira) ele estava estranho e saiu de casa dizendo que ia cobrar uma dívida. Até me perguntou se eu tinha um cabo de aço. Insisti para que não fosse, mas ele não me atendeu”, disse o pai, Orlando Kraus.

A madrasta da vítima (Leonor) alegou que Lincoln Kraus estava vivendo um novo momento em sua vida. “Ele tinha problema com o crack e bebida, mas estava há vários dias sem fazer uso de nada. Garantiu que havia mudado de vida para cuidar da filha e estava em paz com ele mesmo. Por isso, achamos estranho ele estar naquela estrada sozinho durante a madrugada. Confiamos no trabalho da polícia e temos a certeza de que tudo será esclarecido”, disse a mulher.

O delegado Celso Olindo salientou que vai aguardar a conclusão do laudo pericial para saber as razões dessa morte. Sobre a possibilidade de assassinato ele foi taxativo. “Costumamos dizer que num trabalho investigativo nenhuma hipótese pode ser descartada e estamos ouvindo parentes e testemunhas que conviviam com a vítima para saber o que ele fez nas horas que antecederam sua morte”, frisou o delegado.