Pedreiro é assassinado em sua casa no Jardim Cedro

Fotos: Valéria Cuter / Divulgação

A Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Barcaça e agentes André, Pichinin e Dias, com apoio do inspetor Trombaco e agente Giselle, atenderam a um caso de homicídio doloso ocorrido na primeira hora deste sábado (7), na Rua João Modesto, nº 340, região do Jardim Cedro.

Relatos de testemunhas destacam que o jardineiro Delfino Charles da Silva, de 37 anos de idade, armado com um revólver invadiu o quintal da casa ao lado do crime onde algumas pessoas estavam se confraternizando com um churrasco e perguntou por sua ex-mulher chamada Daniela. Ao perceber que ela não estava no local, deslocou-se até a casa ao lado onde e mulher morava com seus tios, o pedreiro Ronaldo Ferreira de Senna, de 36 anos e Maria.

Delfino Silva passou a chutar a porta da sala até fazer um buraco por onde entrou na casa. Quando a mulher percebeu que ele estava arrombando a porta da sala se trancou com seus tios e filhos no quarto. Delfino entrou e passou a forçar a porta do quarto tentando entrar. Foi então que ele encostou o revólver (calibre 32) na porta e disparou um tiro que transfixou a madeira compensada e atingiu a cabeça de Ronaldo Senna.

“Eu e meu tio estávamos segurando a porta quando ouvimos o tiro. Meu tio disse: “Cuidado que ele está armado”. Falou e caiu chão. Com isso o Delfino conseguiu entrar e apontou o revólver contra a cabeça do nosso filho. Pulei em cima dele e entramos em luta corporal e rolar pelo chão. Segurei a mão onde estava o revólver, mas ele com a outra mão pegou uma faca que estava na cintura e passou a me golpear. Com nós dois no chão consegui tirar o revólver da mão dele e ele me deu uma mordida na perna e fugiu com a faca”, lembra a mulher que teve vários ferimentos causados pelas facadas e foi medicada no Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior.

Segundo Daniela, o motivo do crime foi em razão de Delfino Silva não aceitar a separação e fazia constantes ameaças contra sua vida. A situação teria piorado ainda mais quando ela foi morar na casa dos tios e ele, além da bebida alcoólica, passou a usar drogas (cocaína). Uma testemunha que estava acompanhando o trabalho da reportagem e que pediu para não ser identificada alegou que ele, na frente de outras pessoas, teria usado três porções de cocaína de uma só vez, antes de ir atrás da ex-mulher.

“Fiz Boletim de Ocorrência (BO) contra ele e tinha uma medida protetiva da Justiça para que não se aproximasse de nós, mas não ele não respeitava. Veio aqui para matar a mim e a nossos dois filhos, mas acabou matando o meu tio, que me deu abrigo e não tinha nada a ver com nossa briga. Isso é que me dói mais. O meu maior medo agora é que ele volte para terminar o que veio fazer aqui: matar a mim e a meus filhos”, disse a mulher. Um grande cerco foi feito nas imediações do crime para tentar localizar Delfino Silva, mas ele não foi encontrado.