Patrulha Rural da GCM realiza grande apreensão de galos de briga

Por intermédio de uma denúncia anônima feita ? Associação de Proteção aos Animais (APA), a Patrulha Rural, da Guarda Civil Municipal (GCM), realizou na manhã desta quarta-feira a apreensão de galos de briga, também conhecidos como “galos índios” que estava em viveiros de madeira no quintal de uma casa na Rua Batista Pezavento, no Distrito de Rubião Júnior. Também esteve no local a equipe da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS).

Segundo as informações recebidas, os galos eram criados para participarem de brigas em rinhas, que são proibidas por lei, além de exalar mau cheiro e viver em péssimas condições de higiene. Também no local foi verificado o armazenamento de remédios para as aves, diversos protetores de esporas (espécie de luvas de espuma que se coloca na espora para treinamento dos galos) e uma rinha circular, com vestígios de sangue. Algumas aves estavam feridas.

Foram apreendidos 34 galos, com as respectivas gaiolas que foram conduzidos para a Garagem Municipal, para que passem por uma avaliação de um médico veterinário, até que sejam deslocados para um local adequado. Outras aves, como galinhas e pintainhos, que estavam soltas no quintal não foram recolhidas, permanecendo no local.

O proprietário das aves, o industriário João Rodrigues, conhecido como “Mineiro” ou “Ceará”, estava trabalhando em uma empresa da cidade quando foi informado da apreensão das aves. Ficou bastante chateado com a situação. “Não faço nada demais, apenas crio galos. É o meu hobby há vários anos. Você pode reparar que tenho aqui galos de diferentes cores”, defendeu-se.

Diz que a natureza dessa espécie de galo é agressiva e tem quem ser separado, para não brigar até a morte. “É difícil acontecer, mas quando um galo escapa do viveiro parte pra cima do outro e os dois acabam se machucando. Tenho um aqui que ficou até cego por causa disso. É a natureza deles. Depois de sete meses os galos não podem mais viver juntos senão eles se matam. Por isso cada um tem o seu viveiro próprio”, colocou Rodrigues.

Sobre o comércio das aves ele foi taxativo. “Sou galista e crio aves para meu prazer, mas se alguém se interessa eu vendo. Mas, meus galos são vendidos a, no máximo, R$ 100,00. São treinados, mas usam protetores nas esporas e bicos para não se machucarem. Agora, se alguém compra um galo meu e coloca na rinha para apostar, não tenho culpa”, frisa.

Como ainda estava se recuperando do choque de ver seus galos sendo apreendidos, Rodrigues disse que ainda não decidiu o que vai fazer. “Deixa passar um tempo e depois vou ver o que fazer para tentar recuperar minhas aves. Tenho galo que não vendo por dinheiro nenhum, pois é de estimação”, ponderou, concluindo: “A Guarda (Civil Municipal) fez o trabalho dela e me tratou com todo respeito, mas não posso deixar de dizer que estou muito triste com esta situação, pois entendo que criar galos não é crime. Tudo vai se resolver”.

{n} Fotos: Valéria Cuter

{bimg:23812:alt=interna1:bimg}