Passarela da Castelinho está gerando problemas

Os moradores do Parque Marajoara e Parque Imperial/Vila Real são separados pela Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho, tendo uma passarela sobre a pista para que os pedestres possam atravessar de um lado para o outro sem o risco de serem atropelados. Porém, essa passarela, ao invés de ser solução, está virando um problema.

Isso porque é comum, segundo moradores locais, observar adolescentes permanecerem na passarela e cometerem atos de vandalismo e danos, atirando pedras em carros que passam pela pista. Se o motorista reclama acaba sendo agredido. A denúncia foi feita por um grupo de moradores que estão buscando apoio junto a PM – Polícia Militar para que seja jeito no local um trabalho de patrulhamento mais constante.

“A Polícia costuma sim fazer o patrulhamento por aqui, mas é necessário manter uma viatura policial no local. A Guarda (Civil Municipal) também vem aqui. O Parque Marajoara e os bairros mais próximos poderiam ter seu distrito policial já instalado. Não é de hoje que estamos reclamando”, colocou um morador que se identificou apenas como Mário Jorge.

E ele vai mais longe em sua explanação. “De noite não tenho coragem de passar pela passarela, pois sempre tem um grupinho usando maconha ou fazendo baderna. Aqui as luzes são quebradas com frequencia. O pior é que de cima da passarela qualquer um pode enxergar a pista de muito longe e percebem quando a viatura da PM vem chegando. Depois que a viatura vai embora eles voltam para o mesmo lugar. Eles são daqui e a situação é essa”, ressaltou Jorge.

Esse problema que ocorre na passarela do Parque Marajoara não é recente. Desde que ela foi construída no governo do então prefeito Pedro Losi Neto, os moradores fazem o alerta. Isso já foi matéria em rádios, jornais e televisões, mas o problema permanece, pois os infratores são moradores do próprio bairro e existe o receio de fazer uma denúncia, por conta de represálias.

O capitão da PM, Maurício José Raimundo, revelou que o patrulhamento preventivo rotineiro é feito não só no Marajoara como em todos os bairros da cidade. “Existe um planejamento elaborado para cada bairro para que esse serviço seja executado. Ocorre que a PM não tem condições de deixar uma viatura parada em um determinado local, pois se assim fizer outros bairros da cidade serão prejudicados”, diz o capitão da PM.

Ele entende que os moradores têm o direito de reclamar, pois a situação é complexa.”Não podemos assumir a construção de uma base policial, nem deixar uma viatura 24 horas no local. O que podemos fazer é procurar com os meios que temos de intensificar o patrulhamento, com viaturas e motos, realizar operações periódicas, com participação da Inteligência da PM. Vamos procurar nos certificar dos problemas para encontrar os caminhos para solucioná-los”, colocou Raimundo.