Pai se desespera com dependência do filho em crack

Neste final de semana os policiais militares Nivaldo e Cesar, fizeram apreensão de um adolescente de 15 anos de idade, apontado como autor de um furto cometido contra um supermercado que funciona na região da Vila Mariana. Ele havia furtado duas escovas de dente, no valor unitário de R$ 13,00.

Após o crime o adolescente fugiu correndo, mas no patrulhamento policial ele acabou apreendido e encaminhado ao Plantão Permanente, onde foi apresentado ao delegado Marcos Mores, que liberou o adolescente com a chegada do pai.

Este seria mais uma operação corriqueira da PM fazendo a apreensão de um adolescente infrator. Porém, este caso ganhou uma nova proporção. O pai desse garoto fez um desabafo ao {n}Acontece {/n}sobre a situação do filho, que está viciado em crack e, constantemente, se mete em confusão com o objetivo de arrumar dinheiro para comprar droga. Obviamente o nome desse homem e do filho ficará em sigilo.

{n}Acontece – Faz tempo que ele está nesta vida?
Pai –{/n} Faz, sim. Ele tem 15 anos e acho que começou isso tudo aos 12.

{n}Acontece – Então são três anos…
Pai – {/n}Três anos de martírio, de vergonha e de humilhação. Não sei mais o que fazer.

{n}Acontece – Mas o senhor já tentou interná-lo?
Pai -{/n} Já sim. Estou aguardado vaga. Já pedi até para o juiz fazer a internação dele.

{n}Acontece – E esse menino vem cometendo crimes para poder comprar drogas…
Pai – {/n}É. Ele já furtou muita coisa de dentro de minha casa. Até carne da geladeira. Tudo pra comprar crack.

{n}Acontece – Ele é viciado em crack?
Pai –{/n} É. Ele entrou nesse maldito vício e não consegue manter. Por isso sai fazendo besteira por aí. Não sei mais o que fazer com esse menino.

{n}Acontece (ao adolescente) – Quantas pedras você fuma por dia?
Menino{/n} – Umas três ou quatro…
{n}Pai {/n}– Viu? Ele está assim…

{n}Acontece – Ele sai muito de casa?
Pai {/n}– Ele não para em casa. Desta vez estava fora de casa há mais de 20 dias

{n}Acontece – Caramba!
Pai –{/n} Pois é. O pior é que não sei onde ele fica nem o que está fazendo. Não posso ficar o dia inteiro com ele, porque preciso trabalhar. Bater não adianta. Amarrar ele não posso. Então, não sei mais o que fazer.

{n}Acontece – E quando começou isso?
Pai – {/n}Quando percebi já estava no vício e roubando (furtando). Acho que foi por más companhias. Educação em casa ele sempre teve.

{n}Acontece – E a escola?
Pai {/n}– Ele não estuda faz tempo.

{n}Acontece – O que o senhor pretende fazer?
Pai {/n}– Vou levar ele embora e tentar dar conselho para que saia dessa vida. Mas acho que só internando numa clínica ele vai se curar. Mas, tem que aguardar vaga.

{n}Acontece – Ele é um menino violento?
Pai – {/n} Não é. O problema dele é a droga. Ele precisa roubar (furtar) por aí para sustentar o vício. Nunca soube que ele tenha ameaçado ou agredido alguém, mas se continuar assim, já viu né?

{n}Acontece – Eu só posso lhe desejar muita sorte. E paciência.
Pai {/n}– Paciência eu tenho. Mas tenho medo por ele.

{n}Acontece – Boa sorte, então…
Pai {/n}– Obrigado. O nome do menino vai sair no jornal?

{n}Acontece – Seguramente não. Nem o do senhor. {/n}