Mulher é presa por roubo tentado no centro da cidade

Na manhã desta quarta-feira, um trabalho desenvolvido pelos policiais militares cabo Samuel e soldado Edilton, resultou na prisão de uma mulher de nome Andréa Cristina Garcia, de 38 anos de idade, que já é bastante conhecida nos meios policiais.

Ela foi acusada de ter cometido um roubo tentado contra uma mulher no cruzamento das Ruas Prudente de Moraes com a Cardoso de Almeida, região centra da cidade. Ela abordou a mulher e tentou roubar o seu celular, mas não conseguiu.

Antes dessa tentativa de roubo Andréa já havia entrado no Supermercado Central, na Rua Amando de Barros e furtado produtos como desodorantes, creme corporal e sanduíche. A ação da mulher foi flagrada pelo circuito interno do supermercado como mostram as imagens:

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Encaminhada ao 1º Distrito Policial (DP) ela prestou depoimento ao delegado Marcelo Lanhoso de Lima e recolhida ? Cadeia Pública de Itatinga. Na delegacia ao levantar a ficha criminal dessa mulher foi constatado que ela havia sido presa e condenada duas vezes por crimes de tráfico de entorpecentes permanecendo presa por sete anos (quatro anos na primeira condenação e três na segunda).

{tam:25px}{n}O drama de uma dependente{/n}{/tam}

A prisão dessa mulher trouxe ? tona um grave problema social: a dependência química. Ela conta que há vários anos (não se lembra quando) se viciou no crack e para poder manter seu vício começou a traficar sendo, por isso, condenada por duas vezes. Diz que é a única da família que se enveredou por esse caminho.

“Tenho vergonha de ser assim, mas isso (o vício) é mais forte que eu. Preciso que alguém me ajude e me dê um tratamento, pois estou no fundo do poço. Você (para o repórter) acha que eu gosto de ser assim? Acha que eu gosto de viver assim suja e sem nem ter nem o que comer? Claro que não!”, desabafa a mulher chorando.

E acrescenta: “Queria estar na minha casa limpinha e cheirosa cuidando dos meus filhos. Sabe? Vou contar uma coisa por senhor: ganhei uma herança de família de R$ 40 mil, mas gastei tudo. Hoje não tenho nada e não sei o que vai ser de mim. Vou pra cadeia, né? Pelo menos vou ter o que comer e não vou encher a cabeça de droga”.

Fotos: Jornal Acontece Botucatu