Mulher é presa por esfaquear o marido por quatro vezes

Na manhã desta quarta-feira (22), a Polícia Militar com o cabo Mandu e soldado Roma foram acionados para comparecer no Posto de Saúde do Jardim Iolanda, onde havia dado entrada um homem gravemente ferido, com várias perfurações pelo corpo provocadas por uma faca.

Em razão da gravidade dos ferimentos o homem foi transferido para o Pronto Socorro (PS) da Unesp, onde teve uma parada cardíaca e foi reanimado pela equipe médica, permanecendo internado sob observação médica. Ele foi submetido a uma intervenção cirúrgica e seu estado é estável.

Apurou os policiais militares que o homem ferido com quatro facadas (uma no pescoço, duas no peito e uma na mão esquerda) era Antônio Benedito Ribeiro, de 24 anos e havia sido agredido pela própria companheira, de nome Ângela Maria Dias Barbosa, de 30 anos, depois de um desentendimento entre o casal ocorrido na casa onde moram, na Rua 14, no Jardim Monte Mor.

O casal havia bebido durante toda madrugada (pinga com guaraná) e pela manhã (por volta a 7h30) se desentenderam, por motivos banais e entraram em luta corporal. A mulher apoderou-se de uma faca de cozinha e desferiu os golpes contra o amásio, que foi socorrido por vizinhos. Com a chegada da viatura, a mulher ficou bastante alterada e proferiu palavras de baixo calão contra os policiais.

Encaminhada ao 2º Distrito Policial, Ângela Maria prestou depoimento ao delegado Antenor de Jesus Zeque, sendo assistida pelo advogado criminalista Marco Aurélio Capelli Zanin. Após o concluir o interrogatório o delegado determinou o recolhimento da indiciada ? Cadeia Pública de Itatinga, enquadrada em crime de homicídio tentado.

“Só me defendi. Ele queria bater em mim e na minha filha. Por isso tudo aconteceu, mas a faca era dele e eu consegui tomar. Ele me deu um murro na boca e machucou meu braço. Mas, eu não queria matar porque amo ele e quero que ele fique bom”, defendeu-se a mulher.

{n}Segundo crime{/n}

Esta é a segunda vez que a mulher é presa por atacar um companheiro. No ano de 2002 ela assassinou seu amásio de nome Silvio, a golpes de facadas, também por estar alcoolizada. Submetida a julgamento acabou sendo absolvida pelo júri popular que acatou a tese de legítima defesa defendida por seu advogado em plenário.

As duas irmãs de Ângela Maria estiveram no Distrito Policial e alegaram que ela não é pessoa de má índole, mas tem mudança de personalidade quando está sob efeito da bebida e se descontrola.

“O caso se repete. Tudo por causa da bebedeira. Mas é bom falar que nas duas vezes em que isso aconteceu ela apanhava do marido. Foi assim com o Silvinho e foi assim agora com o Antônio”, disse a mulher, completando. “Não estou aqui defendendo, mas é bom que se saiba por que tudo isso aconteceu”.

Fotos: Valéria Cuter